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<title>Programa de Pós-Graduação em Nutrição</title>
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<title>Associação da capacidade antioxidante da dieta com os fenótipos cardiometabólicos: estudo transversal de base populacional em adultos</title>
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<name>Andrade, Rúbia Gracielle Freire Vieira de</name>
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<updated>2026-03-24T23:25:03Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Associação da capacidade antioxidante da dieta com os fenótipos cardiometabólicos: estudo transversal de base populacional em adultos
Andrade, Rúbia Gracielle Freire Vieira de
Esse estudo investigou a associação da Capacidade Antioxidante da Dieta (CaD), e a capacidade antioxidante da dieta por grupos de alimentos (CaDg), com os fenótipos cardiometabólicos. Trata-se de um estudo transversal e populacional, realizado em adultos brasileiros (n = 849), com idade entre 20-59 anos. Os fenótipos foram definidos segundo critério de Wildman et al., (2008): PNMS: Peso normal metabolicamente saudável, SPOMS: Sobrepeso/ Obeso metabolicamente saudável; PNMNS: Peso normal metabolicamente não saudável; SPOMNS: Sobrepeso/ Obeso metabolicamente não saudável. O consumo alimentar foi avaliado por um questionário de frequência alimentar quantitativo, validado para a população do estudo. A CaD e CaDg foram calculadas usando a base de dados da Carlsen et al. (2010). As associações entre a CaD e a CaDg, com os fenótipos foram testadas usando modelos de regressão multinomial. Os homens apresentaram uma maior prevalência dos fenótipos não saudáveis, 31,8% (IC 95% 27,6-6,4). A CaD se associou positivamente com o SPOMS no segundo (RP=1,75; IC 95%: 1,01-3,05) e terceiro (RP=1,92; IC 95%: 1,07-3,45) tercis; e com o terceiro tercil do SPOMNS (RP=1,87; IC 95%: 1,02-3,40). Em se tratando de grupos alimentares por grau de processamento observou-se que a CaD dos ULTRAPROCESSADOS apresentou um aumento de 92% (3º tercil) e no grupo alimentos MINIMAMENTE PROCESSADOS, NATURAIS E INGREDIENTES CULINÁRIOS uma diminuição de 57% (2º tercil) e 60% (3º tercil) na prevalência de indivíduos com fenótipo SPOMNS. Contudo a maior CaDg do grupo CEREAIS INTEGRAIS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E RAÍZES foram associados a menor prevalência de sobrepeso/ obesidade, tanto para metabolicamente saudáveis (SPOMS), no 2º (RP=0,57; 95% IC: 0,33-0,98) e 3º tercis (RP=0,52; IC 95%: 0,30-0,91), quanto para SPOMNS, no 2º (RP=0,46; IC 95%: 0,25-0,81) e 3º (RP=0,42; 95% IC: 0,24-0,75) tercis. Além disso, a maior CaDg de alimentos IN NATURA, VEGETAIS E FRUTAS LARANJA E VERDE ESCUROS, FRUTAS CÍTRICAS e VEGETAIS E FRUTAS VERMELHAS, apresentaram associação negativa com indivíduos com fenótipo não saudáveis com peso normal (PNMNS). Nosso estudo reforça que a CaD de todos os alimentos consumidos diariamente pode não estar relacionada aos efeitos benéficos dos antioxidantes naturais. Portanto, avaliar a capacidade antioxidante de grupos alimentares pode reforçar que os antioxidantes de alimentos ultraprocessados não protegem a população de riscos metabólicos e sobrepeso/obesidade. Por outro lado, a CaD de alimentos naturais de origem vegetal tem efeitos positivos na saúde da população.; Abstract: This study investigated the association of Dietary Antioxidant Capacity (DAC) and Dietary Antioxidant Capacity for Group Food (DACg) with cardiometabolic phenotypes. This is a cross-sectional, population-based study conducted in Brazilian adults (n = 849) aged 20-59 years. Phenotypes were defined according to the criteria of Wildman et al. (2008): MHNW: Metabolically Healthy Normal Weight; MHOW: Metabolically Healthy Overweight; MUHNW: Metabolically Unhealthy Normal Weight; MUHOW: Metabolically Unhealthy Overweight. Food intake was assessed by a quantitative food frequency questionnaire validated for the study population. DAC and DACg were calculated using the Carlsen et al. (2010) database. The associations between DAC and DACg with phenotypes were tested using multinomial regression models. Men had a higher prevalence of unhealthy phenotypes, 31.8% (95% CI 27.6-6.4). DaC was positively associated with MHOW in the second (PR=1.75; 95% CI: 1.01-3.05) and third (PR=1.92; 95% CI: 1.07-3.45) tertiles; and with the third tertile of MUHOW (PR=1.87; 95% CI: 1.02-3.40). Regarding food groups by degree of processing, it was observed that the DaC of ULTRAPROCESSED FOODS showed an increase of 92% (3rd tertile) and in the MINIMALLY PROCESSED FOODS, NATURAL AND CULINARY INGREDIENTS group a decrease of 57% (2nd tertile) and 60% (3rd tertile) in the prevalence of individuals with the MUHOW phenotype. However, the higher DaCg of the WHOLE GRAINS, LEGUMES, TUBERS AND ROOTS group was associated with a lower prevalence of overweight, both for metabolically healthy individuals (MHOW), in the 2nd (PR=0.57; 95% CI: 0.33-0.98) and 3rd tertiles (PR=0.52; 95% CI: 0.30-0.91), and for MUHOW, in the 2nd (PR=0.46; 95% CI: 0.25-0.81) and 3rd (PR=0.42; 95% CI: 0.24-0.75) tertiles. Furthermore, the higher DaCg of NATURAL foods, ORANGE AND DARK GREEN VEGETABLES AND FRUITS, CITRUS FRUITS and RED VEGETABLES AND FRUITS, showed a negative association with individuals with an unhealthy phenotype with normal weight (MUHNW). Our study reinforces that the DaC of all foods consumed daily may not be related to the beneficial effects of natural antioxidants. Therefore, evaluating the antioxidant capacity of food groups may reinforce that the antioxidants of ultra-processed foods do not protect the population from metabolic risks and overweight/obesity. On the other hand, the DaC of natural foods of plant origin has positive effects on the health of the population.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Estimulação transcraniana por corrente contínua e aconselhamento nutricional: estratégias terapêuticas para tratamento da obesidade e transtorno depressivo maior</title>
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<name>Mendes, Bruna Cunha</name>
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<updated>2026-03-06T23:24:50Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Estimulação transcraniana por corrente contínua e aconselhamento nutricional: estratégias terapêuticas para tratamento da obesidade e transtorno depressivo maior
Mendes, Bruna Cunha
Introdução: A obesidade e o transtorno depressivo maior (TDM) representam dois dos mais relevantes problemas globais de saúde pública, compartilhando vias fisiológicas, comportamentais e neurobiológicas que sustentam sua alta coocorrência. Evidências recentes apontam que a obesidade pode ser compreendida como um processo de neuroplasticidade maladaptativa, caracterizado por alterações em circuitos de recompensa, controle inibitório, interocepção e regulação emocional. Embora intervenções comportamentais, como a Terapia de Aconselhamento Nutricional (TAN), sejam utilizadas no manejo da obesidade, ainda são escassos estudos que avaliem seus efeitos sobre biomarcadores de neuroplasticidade, incluindo o Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF). Objetivos: Investigar mecanismos que conectam obesidade, TDM e neuroplasticidade; desenvolver um protocolo clínico para testar a associação entre TAN e estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS); e avaliar os efeitos da TAN sobre peso corporal, comportamento alimentar, sintomas emocionais, função executiva e níveis plasmáticos de BDNF em mulheres com obesidade. Métodos: Estudo multimétodos composto por revisões narrativas, estudo metodológico e estudo empírico quasi-experimental. No Manuscrito 1, foram sintetizados os mecanismos neurofisiológicos compartilhados entre obesidade e TDM ? incluindo inflamação sistêmica, disfunções dopaminérgicas, alterações nos circuitos de recompensa e vulnerabilidades emocionais ? e discutidas intervenções não farmacológicas capazes de modular esses sistemas, com ênfase em neuromodulação e mudanças sustentáveis no comportamento alimentar. No Manuscrito 2, uma revisão narrativa aprofundada propôs o modelo conceitual ?obesidade como processo de neuroplasticidade maladaptativa?, no qual a hiperestimulação do sistema de recompensa, a hiperalimentação crônica e prejuízos de controle executivo remodelam circuitos corticoestriatais e perpetuam padrões alimentares desadaptativos. No Manuscrito 3, foi apresentado o protocolo de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por sham, combinando TAN e tDCS para modular vias top-down de autorregulação, com estratégias rigorosas de adesão, monitoramento, logística e controle de viés. No Manuscrito 4, realizou-se um estudo quasi-experimental com oito semanas de TAN em mulheres com obesidade. Foram avaliados peso corporal, composição corporal (DXA), níveis plasmáticos de BDNF (ELISA), comportamento alimentar (TFEQ-R21; mYFAS; ECAP), severidade de sintomas depressivos (HAM-D) e ansiosos (IDATE), qualidade do sono (PSQI) e função executiva (Go/No-Go). As análises empregaram modelos de Equações de Estimação Generalizadas (GEE) com ajustes baseados em grafos acíclicos direcionados. Resultados: A TAN resultou em redução significativa do peso corporal (p &lt; 0.001; d = 0.05) e da massa gorda (p = 0.023; d = 0.20). Observou-se aumento significativo dos níveis plasmáticos de BDNF (p &lt; 0.001; d = 0.79), indicando resposta neuroplástica de magnitude moderada. Houve melhora nos padrões de comportamento alimentar, com aumento de restrição cognitiva (p = 0.007; d = 0.55) e redução de comer emocional (p = 0.049; d = 0.46) e compulsão alimentar (p = 0.004; d = 0.63). A severidade dos sintomas depressivos diminuiu significativamente (p &lt; 0.001; d = 0.68). O desempenho na tarefa Go/No-Go manteve-se estável ao longo da intervenção. Conclusão: Esta tese integra evidências teóricas, metodológicas e empíricas para propor um modelo neurobiológico unificado entre obesidade e TDM, apoiando a TAN como uma intervenção top-down capaz de promover adaptações comportamentais e neurobiológicas relevantes. Importante destacar que a TAN não exclui a prescrição de um plano dietético quando clinicamente necessário, mas amplia sua efetividade ao fortalecer mecanismos de autorregulação, adesão e flexibilidade cognitiva. O protocolo proposto para a combinação TAN + tDCS representa um passo essencial para investigar intervenções integradas que abordem, simultaneamente, fatores cognitivos e neurobiológicos. Em conjunto, os produtos da tese demonstram a necessidade de estratégias terapêuticas inovadoras, acessíveis e centradas no sujeito, que unam nutrição, neurociência e saúde mental em uma mesma direção: promover bem-estar, autonomia e saúde integral de pessoas com obesidade e TDM.; Abstract: Background: Obesity and major depressive disorder (MDD) represent two of the most pressing global public health challenges, sharing physiological, behavioral, and neurobiological pathways that contribute to their high comorbidity. Recent evidence suggests that obesity can be conceptualized as a maladaptive neuroplasticity process, characterized by alterations in reward circuitry, inhibitory control, interoceptive processing, and emotional regulation. Although behavioral interventions such as Nutritional Counseling Therapy (NCT) are widely used in obesity management, few studies have examined their effects on neuroplasticity biomarkers, including Brain-Derived Neurotrophic Factor (BDNF). Objectives: To investigate mechanisms linking obesity, MDD, and neuroplasticity; to develop a clinical protocol testing the association between NCT and transcranial direct current stimulation (tDCS); and to evaluate the effects of NCT on body weight, eating behavior, emotional symptoms, executive function, and plasma BDNF levels in women with obesity. Methods: This multimethod thesis comprises narrative reviews, a methodological study, and a quasi-experimental empirical study. Manuscript 1 synthesized neurophysiological mechanisms shared by obesity and MDD?including systemic inflammation, dopaminergic dysfunction, reward circuit alterations, and emotional vulnerabilities?and discussed non-pharmacological interventions capable of modulating these systems, with emphasis on neuromodulation and sustainable eating behavior change. Manuscript 2 proposed the conceptual model of ?obesity as a maladaptive neuroplasticity process,? wherein reward hyperstimulation, chronic overeating, and executive control impairments remodel cortico-striatal circuits and sustain dysfunctional eating patterns. Manuscript 3 presented a randomized, double-blind, sham-controlled clinical trial protocol combining NCT and tDCS to modulate top-down self-regulation pathways, with rigorous strategies for adherence, monitoring, logistics, and bias control. Manuscript 4 described a quasi-experimental study with eight weeks of NCT in women with obesity. Outcomes included body weight, body composition (DXA), plasma BDNF (ELISA), eating behavior (TFEQ-R21; mYFAS; ECAP), depressive symptoms (HAM-D), anxiety (STAI), sleep quality (PSQI), and executive function (Go/No-Go task). Analyses used Generalized Estimating Equations (GEE) with adjustments based on Directed Acyclic Graphs. Results: NCT led to significant reductions in body weight (p &lt; 0.001; d = 0.05) and fat mass (p = 0.023; d = 0.20). Plasma BDNF levels increased significantly (p &lt; 0.001; d = 0.79), indicating a moderate neuroplastic response. Eating behavior improved, with increased cognitive restraint (p = 0.007; d = 0.55) and reduced emotional eating (p = 0.049; d = 0.46) and binge eating (p = 0.004; d = 0.63). Depressive symptoms decreased significantly (p &lt; 0.001; d = 0.68). Executive function performance on the Go/No-Go task remained stable across time. Conclusion: This thesis integrates theoretical, methodological, and empirical evidence to propose a unified neurobiological model linking obesity and MDD, supporting NCT as a top-down behavioral intervention capable of promoting relevant neurobiological and behavioral adaptations. Importantly, NCT does not exclude the use of a dietary plan when clinically indicated, but enhances its effectiveness by strengthening mechanisms of self-regulation, adherence, and cognitive flexibility. The proposed NCT + tDCS protocol represents an essential next step for investigating integrated interventions targeting cognitive and neurobiological factors simultaneously. Together, the findings highlight the need for innovative, accessible, and person-centered therapeutic strategies that bridge nutrition, neuroscience, and mental health to promote well-being, autonomy, and comprehensive care for individuals with obesity and MDD.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O efeito de intervenções dietéticas orais em alterações do paladar em pacientes com câncer em quimioterapia: uma revisão sistemática</title>
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<name>Kobus, Rafaela Alexia</name>
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<updated>2026-02-23T23:48:10Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">O efeito de intervenções dietéticas orais em alterações do paladar em pacientes com câncer em quimioterapia: uma revisão sistemática
Kobus, Rafaela Alexia
Introdução: O câncer é considerado um conjunto de mais de 100 doenças que têm como característica o crescimento desordenado de células, ultrapassando seus limites habituais e invadindo tecidos e órgãos. Um dos tratamentos comumente utilizados é a quimioterapia, em que pode ocorrer eventos adversos relacionados, tais quais alterações de paladar. No entanto, poucos estudos que investigaram os efeitos de intervenções nutricionais nas alterações de paladar nesta população foram encontrados. Objetivos: Investigar as evidências sobre o efeito das intervenções nutricionais orais em desfechos como incidência, severidade e duração de alterações do paladar, alterações do consumo alimentar e qualidade de vida em pacientes com câncer em quimioterapia. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados. A busca bibliográfica abrangeu onze bases de dados e incluiu estudos que tenham testado intervenções dietéticas, em pacientes com idade maior ou igual a 18 anos, com câncer recebendo quimioterapia. Não houve limitação de linguagem e ano de publicação. Os estudos foram analisados inicialmente por título e resumo, por dois revisores independentes e posteriormente, quando atendiam os critérios de elegibilidade, os textos na íntegra foram revisados para confirmar ou não, a inclusão na revisão sistemática. Após a extração dos dados dos estudos incluídos e da síntese dos resultados, a avaliação da qualidade da evidência e a avaliação do risco de viés foram realizadas. Resultados: Foram incluídos 7 estudos na revisão sistemática, destes, todos avaliaram pelo menos um dos marcadores de alterações do paladar (incidência, gravidade ou duração). Três estudos mostraram melhora no desfecho da incidência após a intervenção, dois da duração da alteração do paladar e dois da severidade dessas alterações. Dois estudos avaliaram a qualidade de vida, mas não houve diferença nos resultados em ambos estudos, e um deles constatou redução no consumo alimentar. Apesar dos parâmetros de paladar apresentarem melhora após a intervenção, os estudos foram muito distintos entre si no que se refere ao tempo e natureza da intervenção e o tipo de câncer. Conclusão: Com os resultados obtidos a partir da revisão sistemática, foi possível evidenciar que os estudos que encontraram resultados positivos são distintos entre si no que diz respeito a intervenção, tempo de estudo e delineamento.; Abstract: Introduction: Cancer is considered a group of more than 100 diseases characterized by the disordered growth of cells, which exceed their normal limits and invade tissues and organs. One of the commonly used treatments is chemotherapy, which can cause related adverse events, such as taste alterations. However, few studies have investigated the effects of nutritional interventions on taste alterations in this population. Objectives: Investigate the evidence on the effect of oral nutritional interventions in advanced stages, such as the incidence, severity, and duration of taste alterations, changes in food consumption, and quality of life in cancer patients undergoing chemotherapy. Methods: This is a systematic review of scientific clinical trials. The literature search covers eleven databases and included studies presenting tested dietary treatments in patients 18 years of age or older with cancer undergoing treatment. There were no restrictions on language or year of publication. The studies were initially analyzed by title and abstract by two independent reviewers. Subsequently, if they met the eligibility criteria, the full texts were reviewed to confirm or reject their inclusion in the systematic review. After analyzing the data from the included studies and describing the results, the quality of the evidence and risk of bias were assessed. Results: Seven studies were included in the systematic review; all of them evaluated at least one marker of taste alterations (incidence, severity, or duration). Three studies showed improvements in the incidence after the intervention, two in the duration of taste alterations, and two in the severity of these alterations. Two studies assessed quality of life, but there was no difference in the results between the two studies, and one study found a reduction in food consumption. Although taste alterations showed improvements after the intervention, the studies differed significantly, with no reference to the timing, nature of the intervention, or the type of cancer. Conclusion: The results obtained from the systematic review study demonstrated that the studies that found positive results differed in terms of intervention, study duration, and design.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Desenvolvimento e aplicação da Escala de Avaliação da Qualidade de Refeições e Lanches (MESA) e sua associação com status de peso, variáveis sociodemográficas e comportamentais de crianças e adolescentes</title>
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<name>Lemke, Stella</name>
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<updated>2026-02-05T23:18:53Z</updated>
<published>2024-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Desenvolvimento e aplicação da Escala de Avaliação da Qualidade de Refeições e Lanches (MESA) e sua associação com status de peso, variáveis sociodemográficas e comportamentais de crianças e adolescentes
Lemke, Stella
As refeições diferem em termos de combinação de alimentos e qualidade nutricional. Os objetivos do estudo foram (1) desenvolver uma escala para avaliar a qualidade de refeições e lanches de escolares, segundo o grau de processamento dos alimentos, com aplicação da teoria de resposta ao item (TRI), e fornecer evidências de validade e precisão da escala; e (2) medir a qualidade das refeições de amostras representativas de escolares de cidades de três regiões brasileiras (Nordeste, Sudeste e Sul) por meio da nova Escala de Avaliação da Qualidade de Refeições e Lanches (MESA) e analisar sua associação com status de peso, variáveis sociodemográficas e comportamentais. Trata-se de estudo psicométrico baseado no modelo de desdobramento graduado generalizado (GGUM) da TRI com análise de dados secundários. A qualidade da refeição foi o traço latente. As etapas para o desenvolvimento da escala incluíram: definição do traço latente; geração de itens; análise de dimensionalidade; estimativa de parâmetros dos itens; definição dos níveis da escala; e avaliação de validade e precisão da escala. A associação entre a qualidade das refeições, o status de peso e variáveis sociodemográficas e comportamentais foi investigada por meio de regressão multinominal. Onze itens apresentaram parâmetros adequados, sem funcionamento diferencial para sexo ou idade. A qualidade das refeições foi categorizada em três níveis: saudável, mista e pouco saudável. Pontuações mais altas indicam maior prevalência de alimentos ultraprocessados nas refeições diárias. Em todos os lanches houve maior frequência de consumo de alimentos ultraprocessados. Escolares das regiões Nordeste, Sudeste e Sul apresentaram maior proporção de qualidade de refeições e lanches saudável (41,8%), misto (44,4%) e pouco saudável (43,4%), respectivamente. Não houve associação com o status de peso. Escolares da região Nordeste, que relataram o consumo alimentar em dias da semana e com menor escore de atividade física e de uso de dispositivos de tela exibiram melhor qualidade de refeições. Escolares de 10 a 12 anos, que relataram consumo alimentar do final de semana, com maior escore de uso de dispositivos de tela e menor frequência de consumo da alimentação escolar exibiram pior qualidade das refeições. Esses resultados reforçam a importância de estratégias que promovam e incentivem hábitos saudáveis desde a infância. As diretrizes e intervenções voltadas para a promoção de uma alimentação saudável devem incluir orientações sobre refeições, visto que as escolhas alimentares variam de refeição para refeição, resultado de combinações de alimentos específicos, que contribuem de diferentes formas para a ingestão de energia e nutrientes ao longo do dia.; Abstract: Meals differ in terms of food items and nutritional quality. The aim of this study were to (1) develop a scale to measure the quality of schoolchildren's meals and snacks according to the degree of food processing, applying item response theory (IRT); and provide evidence of the validity and accuracy of the scale; and (2) measure the quality of meals of representative samples of schoolchildren from cities in three Brazilian regions (Northeast, Southeast, and South) using the new Meal and Snack Quality Assessment Scale (MESA) and analyze its association with weight status, sociodemographic and behavioral variables. This is a psychometric study based on the generalized graduated unfolding model (GGUM) of IRT with secondary data analysis. Meal quality was the latent trait. The steps for the development of the scale included: latent trait definition; item generation; dimensionality analysis; estimation of item parameters; scale levels definition; and assessment of validity and reliability. The association between meal quality, weight status, and sociodemographic and behavioral variables was investigated using multinomial regression. Eleven items had adequate parameters, without differential item functioning for sex or age. Meal quality was categorized into three levels: healthy, mixed, and unhealthy. Higher scores indicate a greater prevalence of ultra-processed foods in daily meals. In all snacks, there was a higher frequency of consumption of ultra-processed foods. Schoolchildren from the Northeast, Southeast, and South regions had a higher proportion of healthy (41.8%), mixed (44.4%), and unhealthy (43.4%) meal and snack quality, respectively. There was no association with weight status. Schoolchildren from the Northeast region, who reported food consumption on weekdays, and had lower physical activity and screen device use scores exhibited better meal quality. Schoolchildren aged 10 to 12 years, who reported weekend food consumption, who had higher screen device use scores, and lower frequency of school meal consumption exhibited worse meal quality. These findings highlight the importance of strategies aimed at promoting and encouraging healthy habits from an early age. Guidelines and interventions aimed at promoting healthy eating should include recommendations about meals, considering that food choices vary from meal to meal as a result of specific food combinations, which contribute in different ways to energy and nutrient intake throughout the day.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2024.
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<dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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