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<title>Programa de Pós-Graduação em Ecologia</title>
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<updated>2026-04-30T10:49:03Z</updated>
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<title>A influência do hidrodinamismo na ecologia alimentar dos peixes recifais no Atlântico Tropical</title>
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<name>Victorino, Gabriel Bortoluzzi</name>
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<updated>2026-02-23T23:48:08Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">A influência do hidrodinamismo na ecologia alimentar dos peixes recifais no Atlântico Tropical
Victorino, Gabriel Bortoluzzi
Os peixes recifais desempenham uma ampla gama de funções ecológicas nos ambientes recifais. Essas funções são mediadas principalmente por interações tróficas, as quais são governadas por múltiplos aspectos do ecossistema. Fatores abióticos, como o hidrodinamismo, desempenham um papel fundamental na disponibilidade de alimento e na modulação da intensidade dessas interações. No entanto, poucos estudos têm investigado a influência do hidrodinamismo sobre o oportunismo trófico de peixes recifais no Oceano Atlântico Tropical. Neste estudo, investigamos se sítios com diferentes intensidades hidrodinâmicas afetam a plasticidade trófica de peixes com diferentes usos de compartimento (planctívoro, pelágico-bêntico e bentívoro). Para isso, integramos análises complementares de dieta e de isótopos estáveis. Nossos resultados mostram que as espécies com diferentes usos de compartimento ajustaram seus hábitos alimentares em resposta às condições hidrodinâmicas locais, embora de maneiras distintas. Os peixes planctívoros, Azurina multilineata, apresentaram pouca variação no uso de recursos, com dietas dominadas por itens pelágicos e consumo ocasional de itens bentônicos em suspensão no local de maior variação ambiental. A espécie de uso pelágico-bêntico, Stegastes pictus consumiu recursos dos dois compartimentos, com um maior consumo de recursos pelágicos no local de maior hidrodinamismo. Já a espécie bentívora Stegastes rocasensis, apresentou um aumento gradual no consumo de recursos pelágicos em áreas mais expostas. Os padrões observados para as espécies do gênero Stegastes estão associados ao aumento da disponibilidade de alimento com alto valor energético transportado pelas correntes. Esse aporte de subsídios pelágicos cria condições que favorecem o oportunismo trófico em peixes recifais. De modo geral, nossos resultados destacam que a flexibilidade alimentar modula a forma como os peixes acessam e exploram fontes de energia em habitats recifais com distintos regimes hidrodinâmicos no Oceano Atlântico, ilustrando como as correntes oceânicas promovem o fluxo de alimento e, consequentemente, de energia entre os compartimentos bentônico e pelágico nesse oceano.; Abstract: Reef fishes perform a wide range of ecological functions on reef environments. These functions are mainly mediated by trophic interactions that are governed by multiple aspects of the ecosystem. Abiotic factors, such as hydrodynamics, play a fundamental role in food availability and in shaping the intensity of these interactions. Nevertheless, few studies have examined the influence of hydrodynamics on the feeding behavior of reef fishes in the Tropical Atlantic Ocean. Here, we investigated whether sites with different hydrodynamic intensities affect the trophic plasticity of planktivorous, bento-pelagic and benthivorous fishes. To this end, we integrated complementary analyses of diet and stable isotopes. Our results show that the three distinct trophic groups adjusted their feeding habits in response to local hydrodynamic conditions, albeit in different ways. The planktivorous Azurina multilineata showed minor variation in resource use, with a diet dominated by pelagic items and the occasional consumption of suspended benthic material. The bento-pelagic Stegastes pictus exploited resources from both compartments across all sites, but showed an increased consumption of pelagic food at the more hydrodynamic site. In contrast, the territorial Stegastes rocasensis showed a gradual increase in the consumption of pelagic resources in more exposed areas. These observed patterns are associated with the enhanced food availability transported by currents. This input of pelagic subsidies facilitates trophic opportunism in reef fishes. Overall, our results highlight that dietary flexibility modulates how fishes exploit energy sources in hydrodynamically distinct reef habitats, illustrating how ocean currents drive the flux of energy across benthic-pelagic compartments in the South Atlantic.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Legados do manejo tradicional em paisagens bioculturais do Sul do Brasil</title>
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<name>Porto, Beatriz Rosim</name>
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<updated>2026-01-27T23:24:39Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Legados do manejo tradicional em paisagens bioculturais do Sul do Brasil
Porto, Beatriz Rosim
Ecossistemas terrestres vêm sendo modificados por influências humanas há milênios. Alguns grupos humanos mantêm relações profundas com os ecossistemas que habitam, o que desafia abordagens conservacionistas baseadas na separação entre natureza e cultura. Para uma conservação mais efetiva da biodiversidade, é fundamental integrar práticas culturais locais, por meio de abordagens bioculturais que reconheçam essa interdependência. Buscamos compreender os legados das interações humanas e o papel do manejo na manutenção e dinâmica de paisagens bioculturais no sul do Brasil. Nosso objetivo foi identificar as espécies de interesse humano presentes em diferentes unidades de paisagem, comparando a influência do manejo em locais de ocupação humana antigas e atuais, conhecidas como taperas, para entender como as práticas culturais moldam a composição e as dinâmicas ecológicas dessas paisagens. Para isso, realizamos entrevistas semiestruturadas e estruturadas com uma comunidade local que possui territórios dentro do Parque Nacional de São Joaquim (SC), uma unidade de conservação de proteção integral. Nossos dados revelaram que os ecossistemas de campos de altitude e florestas de araucária são influenciados pelas interações humanas e pelas práticas de manejo, tanto atuais quanto passadas. Esses manejos, por meio de práticas como transporte e favorecimento de determinadas espécies, criam paisagens bioculturais e multifuncionais próximas às áreas ocupadas. Observamos que essas unidades de paisagem são enriquecidas por espécies de interesse humano, cuja seleção reflete valores culturais e de bem-estar humano. Além disso, práticas de manejo da paisagem, como o uso do fogo, atividades de pecuária e remoção de espécies, demonstram a manutenção dos campos, impedindo a aceleração do avanço da floresta sobre esses ecossistemas. Nas taperas, onde o manejo foi abandonado ou diminuído, ainda persistem espécies de interesse humano, especialmente aquelas associadas a memórias afetivas e histórias locais, como por exemplo a goiaba-serrana (Acca sellowiana), maçã (Malus domestica) e alho-burro (Allium ampeloprasum). Também identificamos um adensamento arbustivo de espécies pioneiras, como Baccharis spp., em áreas que eram campos abertos mantidos por práticas tradicionais. Essa dinâmica evidencia como o manejo humano influencia diretamente a composição, a manutenção e dinâmica ecológica dessas paisagens. Nossos resultados reforçam a importância de reconhecer o manejo tradicional nas estratégias de conservação da biodiversidade, ressaltando que a integração desses saberes ancestrais pode promover paisagens mais resilientes, diversas e culturalmente significativas.; Abstract: Terrestrial ecosystems have been modified by human influences for millennia. Some human groups maintain deep relationships with the ecosystems they inhabit, which challenges conservationist approaches based on the separation between nature and culture. For more effective biodiversity conservation, it is essential to integrate local cultural practices through biocultural approaches that recognize this interdependence. We seek to understand the legacies of human interactions and the role of management in the maintenance and dynamics of biocultural landscapes in southern Brazil. Our objective was to identify species of human-interest present in different landscape units, comparing the influence of management in areas of past and present human occupation, known as taperas, to understand how cultural practices shape the composition and ecological dynamics of these landscapes. To do so, we conducted semi-structured and structured interviews with a local community that holds territories within the São Joaquim National Park (SC), a strict protection conservation unit. Our data revealed that the highland grassland ecosystems and araucaria forests are influenced by human interactions and management practices, both current and past. These managements, through practices such as the transport and favoring of certain species, create biocultural and multifunctional landscapes near occupied areas. We observed that these landscape units are enriched by species of human interest, whose selection reflects cultural values and human well-being. In addition, landscape management practices such as the use of fire, livestock activities, and removal of species demonstrate the maintenance of grasslands, preventing the acceleration of forest advancement over these ecosystems. In the taperas, where management has been abandoned or reduced, species of human interest persist, especially those associated with affective memories and local histories, such as the feijoa (Acca sellowiana), apple (Malus domestica), and elephant garlic (Allium ampeloprasum). We also identified a shrub densification of pioneer species such as Baccharis spp. in areas that were formerly open grasslands maintained by traditional practices. This dynamic highlight how human management directly influences the composition, maintenance, and ecological dynamics of these landscapes. Our results reinforce the importance of recognizing traditional management in biodiversity conservation strategies, emphasizing that the integration of these ancestral knowledges can promote more resilient, diverse, and culturally meaningful landscapes.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Efeitos do uso do solo e da altitude sobre a estrutura da comunidade de peixes em riachos de cabeceira</title>
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<name>Costa, Ketyllen Cristine Jungklaus da</name>
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<updated>2026-01-23T23:24:54Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Efeitos do uso do solo e da altitude sobre a estrutura da comunidade de peixes em riachos de cabeceira
Costa, Ketyllen Cristine Jungklaus da
A diversidade de peixes em riachos de cabeceira é determinada por fatores ambientais locais e pelas características da paisagem circundante. No entanto, atividades humanas têm alterado os ecossistemas, convertendo áreas naturais em áreas antropizadas, deteriorando a qualidade da água e provocando a perda de biodiversidade em riachos. Apesar disso, não está claro se as perturbações antrópicas afetam as assembleias de peixes de forma semelhante ao longo de gradientes altitudinais. Neste estudo, nós amostramos peixes em 22 riachos de cabeceiras ao longo de um gradiente altitudinal, variando entre 500 e 1800 metros acima do nível do mar, para investigar a hipótese de que a estrutura da comunidade de peixes em riachos de cabeceira é determinada pelo uso do solo no entorno dos riachos, e pela altitude. Modelos aditivos generalizados (GAMs) revelaram que tanto a riqueza de espécies quanto a abundância dos peixes foram primariamente determinadas pela altitude, apresentando uma relação não-linear com maior diversidade em altitudes intermediárias. A análise multivariada de redundância (RDA) indicou que áreas menos impactadas abrigam comunidades de peixes mais especializadas e menor ocorrência de espécies exóticas invasoras, enquanto áreas antropizadas sofrem substituição por espécies tolerantes e invasoras. Os resultados do estudo destacam que a altitude é um importante estruturador de comunidades de peixes em pressões antrópicas que afetam a diversidade de peixes em riachos em ecossistemas montanhosos. E a pressão antrópica pode alterar a qualidade de água e facilitar o estabelecimento de espécies generalistas e tolerantes, reduzindo a singularidade das comunidades de peixes. Dessa forma, a conservação de espécies únicas e adaptadas a riachos de altitude só será possível com a adoção de medidas para reduzir a conversão de áreas naturais em áreas antropizadas.; Abstract: Fish diversity in headwater streams is determined by local environmental factors and the characteristics of the surrounding landscape. However, human activities have altered ecosystems, converting natural areas into anthropogenic ones, deteriorating water quality, and causing biodiversity loss in streams. Despite this, it is unclear whether anthropogenic disturbances affect fish assemblages similarly across altitudinal gradients. In this study, we sampled fish in 22 headwater streams along an altitudinal gradient, ranging from 500 to 1800 meters above sea level, to investigate the hypothesis that fish community structure in headwater streams is determined by surrounding land use and altitude. Generalized additive models (GAMs) revealed that both species richness and fish abundance were primarily determined by altitude, exhibiting a nonlinear relationship with greater diversity at intermediate altitudes. Multivariate redundancy analysis (RDA) indicated that less impacted areas harbored more specialized fish communities and a lower incidence of invasive alien species, while anthropogenic areas are replaced by tolerant and invasive species. The study results highlight that altitude is an important factor in shaping fish communities under anthropogenic pressures, which affect fish diversity in streams in mountainous ecosystems. Anthropogenic pressure can alter water quality and facilitate the establishment of generalist and tolerant species, reducing the uniqueness of fish communities. Therefore, the conservation of unique species adapted to high-altitude streams will only be possible by adopting measures to reduce the conversion of natural areas into anthropogenic areas.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Mudança do uso e cobertura da terra no Parque Nacional Macaya, Haiti</title>
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<name>Sylvéus, Angelet</name>
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<updated>2026-01-19T23:24:53Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Mudança do uso e cobertura da terra no Parque Nacional Macaya, Haiti
Sylvéus, Angelet
As florestas tropicais abrigam uma grande biodiversidade e garantem o fornecimento de múltiplos serviços ecossistêmicos que asseguram o bem-estar humano. No entanto, perturbações antropogênicas e naturais cada vez mais intensas e mais frequentes têm ameaçado a resiliência destes ecossistemas. As florestas tropicais no Sul do Haiti apresentam um alta biodiversidade e fornecem serviços ecossistêmicos vitais para as populações locais. Contudo, a intensificação da agricultura itinerante e a exploração madeireira têm alterado seus atributos ecológicos ao longo do tempo. Além disso, estas florestas têm sido impactadas por eventos de furacão de diferentes intensidades. A combinação destas diversas perturbações pode levar o sistema a um estado degradado permanente e consequentemente, a uma redução da sua resiliência. Com o objetivo de proteger estas florestas, foi criado o Parque Nacional Macaya (PNM). Porém, estudos que avaliam os impactos da interação entre essas múltiplas perturbações são escassos. Nesse contexto, o presente trabalho procurou entender como a agricultura itinerante, a exploração madeireira e os eventos de furacão afetam a resiliência do Parque Nacional Macaya no sul do Haiti. Para alcançar esse objetivo, avaliamos as mudanças na cobertura do solo no PNM de 1985 a 2021 usando imagens de satélite Landsat e procuramos entender como a agricultura itinerante e a exploração madeireira interagem com os furacões e quais são os principais feedbacks que contribuem para reforçar ou enfraquecer a resiliência das florestas tropicais no PNM. Também foi integrado à análise espacial dados de entrevistas semiestruturadas, aplicadas juntos aos moradores locais, em combinação com uma revisão bibliográfica. Os resultados indicaram um aumento de 11,36% na cobertura florestal e uma redução de 75,34% na cobertura de terras agrícolas, apesar da passagem de sete furacões na região durante o período estudado. A regeneração das florestas refletiu a ação de iniciativas locais, como a implementação de um novo zoneamento, assistência financeira e técnica aos agricultores e de programas de conservação e restauração promovidos pela criação do PNM em 1983. Essas intervenções aparentemente contribuíram para aumentar a resiliência do sistema. No entanto, foram identificados alguns feedbacks que podem potencialmente manter o sistema em um estado degradado. O feedback positivo da erosão revela que a agricultura itinerante e a exploração de madeira reduzem a cobertura de árvores, o que aumenta a erosão do solo, isso reduz a fertilidade do solo que, por sua vez, diminui a taxa de crescimento das árvores, desacelerando assim a regeneração dos solos. Esses mecanismos tornam as florestas mais vulneráveis aos furacões que podem acelerar a degradação em curso. Portanto, o estudo aprofundado e contínuo e o devido manejo desses feedbacks são críticos para reforçar a resiliência do sistema no contexto das mudanças climáticas.; Abstract: Tropical forests are home to a high biodiversity sustaining the provision of multiple ecosystem services that ensure human well-being. Nonetheless, increasingly intense and frequent anthropogenic and natural disturbances have been threatening the resilience of these ecosystems. Tropical forests in southern Haiti harbor a high biodiversity and provide crucial ecosystem services to the local communities. However, intensification of shifting agriculture and logging have been modifying their ecological attributes over time. In addition, these forests have been impacted by hurricane events of different intensities. The combination of these various disturbances can bring the system to a permanent degraded state, and consequently, to a reduction of its resilience. Aiming to protect these forests, the Macaya National Park (MNP) was created. Nevertheless, studies assessing the impacts of interaction between these multiple disturbances are scarce. In this context, the present study sought to understand how shifting agriculture, selective logging and hurricanes affect the MNP resilience in southern Haiti. To reach this goal, we evaluated land cover changes in the MNP from 1985 to 2021 and we sought to understand how shifting agriculture and selective logging interact with hurricanes and what are the major feedbacks contributing to enhance or lessen tropical forests resilience in the MNP. We also integrated to spatial analysis data of semi-structured interviews, applied to local dwellers, in combination with a literature review. Our results indicated an increase of 11.36% of forest cover and a decrease of 75.34% of agricultural lands, despite the occurrence of seven hurricanes in the region during the studied period. Forest regeneration reflected the action of local initiatives, such as the implementation of a new zoning, financial and technical assistance to the farmers and conservation and restauration programs promoted by the MNP creation in 1983. Such interventions apparently contributed to increase the system resilience. However, we identified some feedbacks that can potentially hold the system in a degraded state. The erosion positive feedback reveals that shifting agriculture and selective logging reduce tree cover, which increases soil erosion, this reduces soil fertility which in turn decreases tree growth rate, thus slowing down soil regeneration. These mechanisms make forests more vulnerable to hurricanes which can accelerate ongoing degradation. Therefore, extensive and continuous studies and proper management of these feedbacks are crucial to strengthen the system resilience in the context of climate change
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2024.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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