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<title>Consubstancialidade de classe, gênero e raça na Educação do Campo: contradições, avanços e desaﬁos</title>
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<description>Consubstancialidade de classe, gênero e raça na Educação do Campo: contradições, avanços e desaﬁos
Perini, Eduardo Felipe
A bolsa disponibilizada pelo CNPq, na modalidade de Iniciação Científica, sobre supervisão da docente Carolina Orquiza Cherfem, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/Brasil), pelo Curso de Licenciatura em Educação do Campo, é desenvolvida junto ao bolsista Eduardo Felipe Perini, graduando da UFSC pelo curso de Licenciatura em Educação do Campo com especificidade em Ciências da Natureza e Matemática. Está inserida no projeto de pesquisa da docente iniciado no ano de 2017, com título de: ‘Consubstancialidade de classe, gênero e raça na Educação do Campo: contradições, avanços e desafios’'. A proposta para a bolsa havia sido enviada no ano de 2020, prevendo o período de 1 (um) ano para o seu desenvolvimento. Mesmo com a aprovação do projeto, inicialmente não havia bolsa disponível. No mês de Junho de 2021 surgiu a possibilidade dessa bolsa, entretanto, somente entre Junho a Outubro. Diante disto, o projeto teve que ser adaptado para o desenvolvimento em apenas três meses, o que é um desafio muito grande para a qualidade de uma pesquisa. Neste tempo não é possível desenvolver uma pesquisa de qualidade, por isso o novo plano de trabalho previu apenas uma revisão teórica e uma análise documental. &#13;
A bolsa ficou disponível no dia 01/06/2021, portanto, entre o processo de seleção de bolsista e o tempo para realizar a burocracia referente a criação e efetivação da conta no Banco do Brasil, como requerido no edital, a bolsa ficou exequível a partir do dia 11/06/2021, com conclusão prevista para o dia 31/08/2021.&#13;
Devido o prazo limitado da aprovação da bolsa, foi realizada uma seleção das principais referências a serem estudadas, seguindo os seguintes objetivos: :&#13;
1) Realizar um estudo com fichamento do principal referencial-teórico do projeto.&#13;
2) Realizar um estudo do Projeto Político Pedagógico de duas Universidades dos Cursos de Licenciatura em Educação do Campo. Foi realizada uma seleção de duas universidades que apresentam a orientação da pesquisa em seu currículo e que são referências nacionais do Curso: Universidade de Brasília (UNB) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS – campus Laranjeiras do Sul). &#13;
3) Identificar como o debate de gênero, raça e classe vem sendo realizado pelos Cursos selecionados, a partir da análise documental do Projeto Político Pedagógico das mesmas.&#13;
Para seguir a primeira tarefa do plano de atividades foram estudadas oito referenciais-teóricos sugeridos pela supervisora, em principal, sobre a construção dos direitos das mulheres do campo, a luta anti-patriarcal, além de discussões que circulam o feminismo camponês e popular, com base no cruzamento das relações de classe, raça e gênero.&#13;
Os estudos se estenderam entre o período de dois meses e teve como resultado três fichamentos dos seguintes referenciais teóricos: Economia política sob uma análise feminista materialista: a  imbricação das relações sociais de sexo, raça e classe, escrito por Miria Cisne e Jules Falquet; Mulheres Negras e o Marxismo, escrito por Letícia Parks, Odete Assis e Carolina Cacau; e o livro Feminismo camponês popular: reflexão a partir de experiências no Movimento de Mulheres Camponesas, organizado por Adriana Maria Mezadri, Justina Inês Cima, Noeli Walter Taborda, Sirlei Antoninha Kroth Gasparetto e Zenaide Collet.&#13;
 O resultado dos fichamentos se traduz no aprimoramento da formação do bolsista e graduando do curso em Educação do Campo a respeito da intersecção de classe, gênero e raça. A supervisão permitiu o bolsista analisar e produzir materiais de pesquisa a partir de referenciais teóricos, assim promovendo uma formação acadêmica que considere as relações sobre gênero, raça e classe, como também a criação, construção e utilização do termo interseccionalidade e a importância dos movimentos sociais, como o Movimento da Mulheres Camponesas, na luta por direitos das mulheres e pela construção da sociedade anti-patriarcal no campo, a partir da agroecologia. Alcançando assim um dos objetivos do projeto que era aprofundar os estudos através de referenciais teóricos e dar subsídios para pensar as questões sociais dentro das universidades e suas relações entre classe, raça e gênero, possibilitando reflexões críticas a respeito da formação de professores e dos Projetos Políticos e Pedagógicos das universidades em disposição a esses temas. &#13;
Observamos que até o dia 20/09 é o prazo para entregar o relatório final. Considerando que o fichamento do referencial teórico foi finalizado, decidimos avançar na pesquisa para o segundo passo do plano de atividades: 2)  Realizar uma análise documental do Projeto Político Pedagógico de duas Universidades dos Cursos de Licenciatura em Educação do Campo. A análise se estenderá no tempo hábil para a entrega do relatório final junto à conclusão da pesquisa. &#13;
Numa primeira aproximação dos documentos, foi possível observar que as duas universidades trabalham com a intersecção entre classe, raça e gênero. A Universidade de Brasília (UNB) aborda o tema a partir da educação quilombola. Cabe destacar que a Universidade está localizada numa área de concentração de quilombos, o que facilita essa construção. A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS – campus Laranjeiras do Sul), por sua vez, encontra-se com bastante vínculo com os assentamentos rurais e com comunidades indígenas e quilombolas, uma vez que está localizada numa área de disputa pela terra que concentra todos esses povos, auxiliando na intersecção de classe, gênero e raça. Essa aproximação inicial revela que a educação do campo busca a coerência com um de seus  princípios, que é a luta pela terra associada à uma educação que parte da realidade e da cultura dos sujeitos do campo. A educação do campo parte da realidade e consegue com isso traçar discussões interseccionais. Constatamos que as duas universidades, que oferecem o curso de Licenciatura em Educação do Campo, estão vivamente fazendo relações interseccionais, uma vez que, utilizam como metodologia partir da realidade.
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<dc:date>2021-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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