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<title>Programa de Pós-Graduação em Neurociências</title>
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<title>Efeitos do extrato de Cannabis sp. rico em Canabidiol sobre a compulsão alimentar em ratos Wistar fêmeas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271946</link>
<description>Efeitos do extrato de Cannabis sp. rico em Canabidiol sobre a compulsão alimentar em ratos Wistar fêmeas
Silva, Katline Lorrane Domingos
O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) caracteriza-se por episódios recorrentes de ingestão excessiva de alimentos altamente palatáveis e está associado a alterações neurobiológicas em circuitos cerebrais de recompensa. Nesse contexto, o canabidiol (CBD), um fitocanabinoide presente na Cannabis sativa, tem despertado crescente interesse terapêutico devido às suas propriedades ansiolítica, anti-convulsivante e moduladoras da via de recompensa. O presente estudo investigou os efeitos da administração aguda de um extrato de Cannabis rico em CBD sobre a emocionalidade de ratas Wistar fêmeas naïve. Em uma segunda etapa, grupos independentes de animais foram submetidos a um protocolo que mimetiza o TCAP, baseado na exposição intermitente ao chocolate ao leite (Hershey?s®). Após o estabelecimento do comportamento de ingestão excessiva em curto intervalo de tempo, as ratas foram submetidas ao tratamento oral voluntário com extrato rico em CBD (10 ou 40 mg/kg), lisdexanfetamina (1 ou 1,5 mg/kg) ou veículo controle. Nenhuma das doses testadas foi capaz de alterar a emocionalidade dos animais no (labirinto em cruz elevado ? LCE) ou a responsividade emocional (teste da borrifação de sacarose). Os resultados reforçam que o modelo experimental foi eficaz em induzir o comportamento de compulsão por chocolate. No entanto, tanto a lisdexanfetamina (controle positivo) quanto o extrato rico em CBD não reduziram significativamente o consumo compulsivo, sugerindo uma possível limitação de eficácia em quadros moderados a graves. A ausência de efeito anti-compulsivo pode estar relacionada à composição fitoquímica do extrato especialmente à ausência de tetrahidrocanabivarina (THCV), um fitocanabinoide associado a propriedades anorexígenas e ao uso de um extrato de espectro amplo em vez de CBD isolado. Além disso, o regime de administração adotado consistiu em uma titulação gradual das doses ao longo do protocolo, aproximando-se da prática clínica baseada em Cannabis medicinal, que visa minimizar efeitos adversos e garantir maior segurança terapêutica. Em conjunto, os achados reforçam a validade comportamental do modelo de compulsão alimentar e evidenciam a complexidade das intervenções farmacológicas nesse fenômeno. Esses resultados destacam a necessidade de investigações futuras envolvendo diferentes composições fitoquímicas, doses, durações de tratamento e alvos moleculares, a fim de elucidar com maior precisão o potencial terapêutico dos canabinoides em transtornos alimentares.; Abstract: Binge Eating Disorder (BED) is characterized by recurrent episodes of excessive consumption of highly palatable foods and is associated with neurobiological alterations in brain reward circuits. In this context, cannabidiol (CBD), a phytocannabinoid present in Cannabis sativa, has attracted increasing therapeutic interest due to its anxiolytic, anti-convulsant, and reward behavior-modulating properties. This study investigated the effects of acute administration of a CBD-rich Cannabis extract on the emotionality of naïve female Wistar rats. In a second stage, independent groups of animals were subjected to a protocol mimicking BED, based on intermittent exposure to milk chocolate (Hershey's®). After establishing short-term binge eating behavior, the rats underwent voluntary oral treatment with CBD-rich extract (10 or 40 mg/kg), lisdexamfetamine (1 or 1.5 mg/kg), or a control vehicle. None of the tested doses from the CBD-rich extract was able to alter the animals' emotionality in the elevated plus maze (EPM) or emotional responsiveness (sucrose spray test). The results reinforce that the experimental model was effective in inducing chocolate binge eating behavior. However, neither lisdexamfetamine (positive control) nor the CBD-rich extract significantly reduced binge eating, suggesting a possible limitation of efficacy in moderate to severe cases. The absence of an anti-binge effect may be related to the phytochemical composition of the extract especially the absence of tetrahydrocannabivarin (THCV), a phytocannabinoid associated with anorexigenic properties and the use of a broad-spectrum extract instead of isolated CBD. Furthermore, the administration regimen adopted consisted of a gradual titration of doses throughout the protocol, similar to clinical practice based on medicinal Cannabis, which aims to minimize adverse effects and ensure greater therapeutic safety. Taken together, the findings reinforce the behavioral validity of the binge eating model and highlight the complexity of pharmacological interventions in this phenomenon. These results underscore the need for future investigations involving different phytochemical compositions, doses, treatment durations, and molecular targets to elucidate with greater precision the therapeutic potential of cannabinoids in eating disorders.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2026.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271701">
<title>Estudo dos efeitos da fluoxetina em fatias hipocampais de camundongos expostas à privação de glicose e oxigênio: a redução da viabilidade do tecido e ausência de interação entre a fluoxetina e a proteína SUMO 2/3</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271701</link>
<description>Estudo dos efeitos da fluoxetina em fatias hipocampais de camundongos expostas à privação de glicose e oxigênio: a redução da viabilidade do tecido e ausência de interação entre a fluoxetina e a proteína SUMO 2/3
Machado, Gustavo de Moraes
O acidente vascular cerebral isquêmico é uma condição de impacto global, afetando milhões de pessoas e resultando em danos neuronais diretos e indiretos, disfunção celular e morte. Estratégias neuroprotetoras são essenciais para minimizar lesões encefálicas, o que demanda uma compreensão mais aprofundada dos mecanismos moleculares da doença e de possíveis terapias. A fluoxetina, um antidepressivo amplamente utilizado, demonstra propriedades neurotróficas e neuroprotetoras em modelos in vivo, embora seus mecanismos exatos permaneçam parcialmente obscuros. Este estudo investigou os efeitos agudos da fluoxetina em um modelo experimental de privação de glicose e oxigênio, que simula condições isquêmicas, com ênfase na SUMOilação de proteínas ? processo associado a mecanismos endógenos de neuroproteção. O objetivo foi correlacionar a viabilidade celular com a modulação da via SUMO, analisando a interação farmacológica nesse contexto. Os procedimentos experimentais incluíram a avaliação da viabilidade de tecidos hipocampais de camundongos por meio do ensaio de brometo de tetrazólio (MTT) e a análise proteica da conjugação de SUMO-2/3 via Western blotting. Os resultados indicaram um efeito deletério agudo da fluoxetina em concentrações elevadas, além da ausência de participação significativa da proteína SUMO-2/3 no processo. Essas descobertas contribuem para a elucidação dos mecanismos de ação da fluoxetina e destacam seus efeitos imediatos em cenários isquêmicos. O estudo amplia a compreensão do papel da fluoxetina durante eventos isquêmicos e reforça a necessidade de investigações adicionais sobre as vias moleculares envolvidas.; Abstract: Ischemic stroke is a condition with global impact, affecting millions of people and resulting in direct and indirect neuronal damage, cellular dysfunction, and death. Neuroprotective strategies are essential to minimize brain injuries, which demands a deeper understanding of the molecular mechanisms of the disease and of possible therapies. Fluoxetine, a widely used antidepressant, demonstrates neurotrophic and neuroprotective properties in in vivo models, although its exact mechanisms remain partially obscure. This study investigated the acute effects of fluoxetine in an experimental model of glucose and oxygen deprivation, which simulates ischemic conditions, with emphasis on protein SUMOylation ? a process associated with endogenous neuroprotection mechanisms. The objective was to correlate cell viability with the modulation of the SUMO pathway, analyzing the pharmacological interaction in this context. The experimental procedures included the evaluation of hippocampal tissue viability in mice through the tetrazolium bromide (MTT) assay and the protein analysis of SUMO-2/3 conjugation via Western blot. The results indicated an acute deleterious effect of fluoxetine at high concentrations, as well as the absence of significant participation of the SUMO-2/3 protein in the process. These findings contribute to the elucidation of fluoxetine?s mechanisms of action and highlight its immediate effects in ischemic scenarios. The study broadens the understanding of fluoxetine's role during ischemic events and reinforces the need for further investigations into the molecular pathways involved.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271465">
<title>Efeitos analgésicos e antidepressivos da infusão aquosa de Psilocybe cubensis em modelo animal de fibromialgia</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271465</link>
<description>Efeitos analgésicos e antidepressivos da infusão aquosa de Psilocybe cubensis em modelo animal de fibromialgia
Wippel, Vinícius Alexandre
Introdução: A fibromialgia (FM) é uma síndrome de dor crônica complexa, caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, frequentemente acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e comorbidades como depressão e ansiedade. Seu tratamento é um desafio clínico, com opções farmacológicas limitadas e efeitos adversos significativos. A psilocibina, um alcaloide psicodélico clássico, tem ressurgido como uma potencial terapia para transtornos do humor e, mais recentemente, para condições de dor crônica, devido aos seus efeitos moduladores sobre a plasticidade neural e os sistemas serotoninérgicos. Contudo os cogumelos psicodélicos possuem outras triptaminas em sua composição, além de demais substâncias, as quais podem promover alterações na ação terapêutica da psilocibina, inferindo-se um efeito sinérgico entre os seus componentes. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo investigar os efeitos analgésicos e antidepressivos de uma infusão aquosa padronizada do cogumelo Psilocybe cubensis (cepa Enigma) em um modelo animal de fibromialgia induzido por reserpina. Métodos: Camundongos Swiss fêmeas foram submetidos ao modelo de fibromialgia por administração subcutânea de reserpina (0,25 mg/kg) por quatro dias consecutivos. Os animais foram tratados com uma dose única ou repetida (quatro sessões em 10 dias) da infusão de P. cubensis em microdoses (0,2 mg/kg, 2 mg/kg e 20 mg/kg de triptaminas totais). Foram avaliados parâmetros de nocicepção (hiperalgesia mecânica pelo teste de von Frey, hiperalgesia térmica ao frio pelo teste da acetona e dor espontânea pela escala de Grimace) e comportamentos tipo-depressivos (testes de suspensão pela cauda e borrifagem de sacarose). A duloxetina (10 mg/kg) foi utilizada como controle positivo. Resultados: A infusão de P. cubensis não induziu efeitos psicotomiméticos robustos nas doses testadas. No modelo de fibromialgia, a infusão demonstrou efeito antinociceptivo significativo, atenuando a hiperalgesia mecânica e térmica, bem como a dor espontânea, com eficácia comparável à Duloxetina. As doses de 0,2 e 2 mg/kg apresentaram os efeitos mais consistentes e duradouros. Adicionalmente, o tratamento reverteu comportamentos tipo-depressivos, aumentando o tempo de autolimpeza e reduzindo a imobilidade, tanto no regime de dose única quanto no repetido. Conclusão: Os resultados indicam que a infusão aquosa de Psilocybe cubensis em regime de microdosagem possui efeitos analgésicos e antidepressivos robustos no modelo animal de fibromialgia, sem elicitar efeitos psicotomiméticos relevantes. O estudo sugere que a microdosagem com o cogumelo integral é uma estratégia terapêutica promissora e segura para o manejo da dor crônica e das comorbidades associadas, abrindo caminho para futuras investigações clínicas.; Abstract: Introduction: Fibromyalgia (FM) is a complex chronic pain syndrome characterized by widespread musculoskeletal pain, often accompanied by fatigue, sleep disturbances, and comorbid conditions such as depression and anxiety. Treating FM poses a clinical challenge due to the limited pharmacological options available and the significant adverse effects of those treatments. Psilocybin, a classic psychedelic alkaloid, has re-emerged as a potential treatment for mood disorders and, more recently, for chronic pain conditions. This renewed interest is owing to its modulatory effects on neural plasticity and the serotonergic system. However, psychedelic mushrooms contain various tryptamines and other substances, which may affect the therapeutic action of psilocybin and potentially create synergistic effects among these components. Objective: This study aimed to investigate the analgesic and antidepressant effects of a standardized aqueous infusion of the mushroom Psilocybe cubensis (Enigma strain) in a reserpine-induced animal model of fibromyalgia. Methods: Female Swiss mice were subjected to a fibromyalgia model via subcutaneous administration of reserpine (0.25 mg/kg) for four consecutive days. The animals received either a single dose or repeated doses (four sessions over ten days) of P. cubensis infusion at microdoses (0,2 mg/kg, 2 mg/kg e 20 mg/kg of total tryptamines). Nociception parameters (mechanical hyperalgesia assessed by the von Frey test, thermal hyperalgesia to cold tested with acetone, and spontaneous pain evaluated using the Grimace scale) and depressive-like behaviors (measured by the tail suspension and sucrose spray tests) were assessed. Duloxetine (10 mg/kg) served as a positive control. Results: The P. cubensis infusion did not produce significant psychotomimetic effects at the tested doses. In the fibromyalgia model, the infusion demonstrated significant antinociceptive effects, reducing both mechanical and thermal hyperalgesia, as well as spontaneous pain, with efficacy comparable to that of duloxetine. The 0.2 and 0.20 mg/kg doses showed the most consistent and long-lasting effects. Furthermore, treatment reversed depressive-like behaviors by increasing self grooming time and reducing immobility, observed in both single and repeated dose regimens. Conclusion: The results indicate that the aqueous infusion of Psilocybe cubensis at microdoses has substantial analgesic and antidepressant effects in the animal model of fibromyalgia, without inducing significant psychotomimetic effects. This study suggests that microdosing with the whole mushroom could be a promising and safe therapeutic strategy for managing chronic pain and associated comorbidities, paving the way for future clinical investigations.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2025.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269510">
<title>Saúde mental em estudantes de doutorado: fatores associados e os efeitos da meditação e do treinamento funcional</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269510</link>
<description>Saúde mental em estudantes de doutorado: fatores associados e os efeitos da meditação e do treinamento funcional
Araujo, Pablo Antonio Bertasso de
Introdução. Três estudos foram elaborados ao longo do curso de doutorado: o primeiro é uma revisão sistemática; o segundo, um estudo com delineamento transversal e o terceiro, um ensaio clínico randomizado. Objetivos. Estudo um: identificar fatores associados aos desfechos de saúde mental em estudantes de pós-graduação. Estudo dois: avaliar a prevalência e identificar preditores da percepção de estresse em estudantes de doutorado. Também avaliamos a prevalência de sintomas de ansiedade e depressão, qualidade do sono, os níveis de atividade física, bem como a composição corporal, a hemodinâmica, a função vascular e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) nessa população. Estudo três: avaliar os efeitos da meditação e do treinamento funcional na percepção de estresse em estudantes de doutorado. Também, foram avaliados os efeitos dessas intervenções no estado emocional geral, na qualidade do sono e nas funções autonômica, cognitiva e vascular, aptidão cardiorrespiratória e atenção plena. Métodos. Estudo um: a revisão sistemática seguiu as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses (PRISMA). Incluiu estudos observacionais, com análises quantitativas ou quanti-qualitativas, que utilizaram questionários e relataram fatores associados a desfechos em saúde mental (ansiedade, burnout, depressão, estresse, ideação suicida, transtornos do sono e transtornos alimentares). Estudo dois: Foram incluídos 74 estudantes de doutorado acadêmico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Um modelo de regressão linear múltipla foi realizado, tendo a percepção de estresse como variável dependente e como variáveis independentes (preditoras), pressão arterial, frequência cardíaca, função vascular, índices de VFC, sintomas de ansiedade e depressão, qualidade do sono, níveis de atividade física e índices antropométricos. Idade, sexo e cor da pele foram incluídos como variáveis de controle. Estudo três: estudantes de doutorado acadêmico da Universidade Federal de Santa Catarina foram randomizados em três grupos: grupo meditação (GM), grupo treinamento funcional (GTF) e grupo controle (GC). Os GM e GTF realizaram três sessões semanais, com duração de 10 a 21 minutos, durante 12 semanas, supervisionados remotamente (online síncrono). O GC seguiu realizando suas atividades habituais durante 12 semanas. Resultados. Estudo um: a amostra foi composta por um total de 35.180 estudantes, com 31 estudos incluídos, sendo um estudo de coorte e 30 estudos transversais. A maioria dos estudos apresentou qualidade metodológica adequada, sendo 28 classificados como de baixo risco de viés e três como risco moderado de viés. Foram identificados diferentes fatores associados a desfechos de saúde mental em estudantes de pós-graduação, com maior número de relatos no nível psicológico (30,8%; 48 fatores) e acadêmico (30,1%; 47 fatores), seguidos pelos níveis social (16,6%; 26 fatores), comorbidades (9,6%; 15 fatores), biológico (6,4%; 10 fatores), estilo de vida (4,5%; 7 fatores) e financeiro (2,0%; 3 fatores), respectivamente. . Em relação à prevalência, as taxas de estresse variaram de 18,6% a 88,0%; de ansiedade, entre 18,8% e 52,0%; de depressão, de 10,1% a 39,2%; de comportamento suicida, de 1,8% a 9,9%; e de comportamento alimentar, com taxas variando de 5,8% a 29,9%. Estudo dois: a prevalência de estresse foi de 23,0%, de ansiedade foi de 27,0% e de depressão, de 24,3%, pontuação no mínimo moderado segundo classificação do DASS-21. A prevalência de qualidade do sono ruim foi de 77,0% e 33,7% dos participantes não atenderam o mínimo recomendado de 150 min/sem de atividade física de intensidade moderada a vigorosa intensidade. A análise de regressão linear múltipla indicou uma associação positiva entre maior percepção de estresse, avaliada pelo PSS, e qualidade do sono ruim, mais sintomas de depressão e maiores valores do índice não linear da VFC entropia da amostra (SampEn) e uma associação negativa com os níveis de atividade física vigorosa. Esse conjunto de variáveis preditoras explicou 63,3% da percepção de estresse. Estudo três: foram avaliados para elegibilidade 146 estudantes de doutorado, e 36 foram randomizados para os três grupos. Nos grupos de intervenção, três participantes não deram continuidade (GM: n = 2; GTF: n = 1) e dois não realizaram a avaliação pós-intervenção (GM: n = 1; GTF: n = 1) e foram incluídos na análise por intenção de tratar, sendo a amostra final composta por 36 participantes (GM: n = 13; GTF: n = 12; GC: n = 11). A análise da GEE apontou redução da percepção de estresse tanto no GM (Pré: 20,54 ± 1,88; Pós: 15,30 ± 1,41; P = 0,012) quanto no GTF (Pré: 24,58 ± 1,52; Pós: 16,30 ± 1,95; P = 0,000), enquanto o GC (Pré: 17,0 ± 1,06; Pós: 18,82 ± 1,68; P = 0.146) não apresentou alterações. Em relação aos desfechos secundários, a GEE indicou melhora na função cognitiva, avaliada pelo Teste Auditivo Compassado de Adição Seriada (PASAT), tanto o GM (P = 0,002) quanto o GTF (P = 0,028). No estado emocional geral, o GTF apresentou um tamanho de efeito grande e um IC 95% que não cruza a linha de nulidade. Na qualidade do sono, o GM apresentou um tamanho de efeito pequeno e um IC 95% que não cruza a linha de nulidade. Nenhum grupo apresentou diferenças nas funções autonômica e vascular, na aptidão cardiorrespiratória e na atenção plena. Conclusões. Estudo um: os resultados desta revisão sistemática demonstram diferentes fatores associados aos desfechos relacionados à saúde mental, sugerindo que múltiplos aspectos influenciam a saúde mental dos estudantes de pós-graduação. Esses achados, associados às altas prevalências encontradas, justificam o desenvolvimento de políticas universitárias voltadas à promoção da saúde mental na pós-graduação. Estudo dois: melhorar o sono e incluir atividade física vigorosa podem reduzir a percepção de estresse em estudantes de doutorado. Sintomas de depressão e SampEn também se destacam como preditores relevantes da percepção de estresse. Estudo três: : os resultados indicam efeitos positivos da meditação e do treinamento funcional na redução da percepção de estresse e na melhora na função cognitiva, além de um efeito benéfico da meditação na qualidade do sono e do treinamento funcional sobre o estado emocional geral em estudantes de doutorado.; Abstract: Introduction: three studies were conducted throughout the doctoral program: the first is a systematic review; the second, a cross-sectional study; and the third, a randomized clinical trial. Objectives. Study one: to identify factors associated with mental health outcomes in graduate students. Study two: to assess the prevalence and identify predictors of perceived stress in doctoral students. We also evaluated the prevalence of anxiety and depression symptoms, sleep quality, physical activity levels, as well as body composition, hemodynamics, vascular function, and heart rate variability (HRV) in this population. Study three: to evaluate the effects of meditation and functional training on perceived stress among doctoral students. We also assessed the effects of these interventions on overall emotional state, sleep quality, and autonomic, cognitive, and vascular functions, cardiorespiratory fitness, and mindfulness. Methods. Study one: this systematic review followed the guidelines of the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). It included observational studies with quantitative or mixed methods analysis that used questionnaires and reported factors associated with mental health outcomes (anxiety, burnout, depression, stress, suicidal ideation, sleep disorders, and eating disorders). Study two: a total of 74 doctoral students from the Federal University of Santa Catarina (UFSC) were included. A multiple linear regression model was applied, with perceived stress as the dependent variable and, as independent (predictor) variables, blood pressure, heart rate, vascular function, HRV indices, anxiety and depression symptoms, sleep quality, physical activity levels, and anthropometric indices. Age, sex, and skin color were included as control variables. Study three: doctoral students from the Federal University of Santa Catarina were randomly assigned to three groups: meditation group (MG), functional training group (FTG), and control group (CG). The MG and FTG performed three weekly sessions lasting 10 to 21 minutes for 12 weeks, supervised remotely (synchronous online). The CG continued their usual activities during 12-week period. Results. Study one: the sample consisted of a total of 35.180 students, with 31 studies included: one cohort study and 30 cross-sectional studies. Most studies demonstrated adequate methodological quality, with 28 classified as low risk of bias and three as moderate risk of bias. Different factors associated with mental health outcomes in graduate students were identified, with the highest number of reports at the psychological level (30.8%; 48 factors) and academic level (30.1%; 47 factors), followed by the social (16.6%; 26 factors), comorbidities (9.6%; 15 factors), biological (6.4%; 10 factors), lifestyle (4.5%; 7 factors), and financial (2.0%; 3 factors). Regarding prevalence, stress rates ranged from 18.6% to 88.0%; anxiety, from 18.8% to 52.0%; depression, from 10.1% to 39.2%; suicidal behavior, from 1.8% to 9.9%; and eating behavior, from 5.8% to 29.9%. Study two: the prevalence of stress was 23.0%, anxiety 27.0%, and depression 24.3%, with at least moderate scores according to the DASS-21 classification. Poor sleep quality was observed in 77.0% of participants, and 33.7% did not meet the minimum recommendation of 150 minutes per week of moderate to vigorous physical activity. Multiple linear regression analysis indicated a positive association between higher perceived stress, as measured by the PSS, and poor sleep quality, more depressive symptoms, and higher values of the nonlinear HRV index sample entropy (SampEn) as well as a negative association with vigorous physical activity levels. This set of predictor variables explained 63.3% of perceived stress. Study three: a total of 146 doctoral students were screened for eligibility, and 36 were randomized into the three groups. In the intervention groups, three participants discontinued (MG: n = 1; FTG: n = 1), and two did not complete the post-intervention assessment (MG = 1; FTG = 1). All were included in the intention-to-treat analysis, resulting in a final sample of 36 participants (MG: n = 13; FTG: n = 12; CG: n = 11). The GEE analysis indicated reduction stress perception in the MG (Pre: 20.52 ± 1.88; Post: 15.30 ± 1.41; P = 0.012) and FTG (Pre: 24.58 ± 1.52; Post: 16.30 ± 1.95; P = 0.000), whereas CG (Pre: 17.0 ± 1.06; Post: 18.82 ± 1.68; P = 0.146) showed no significant changes. Regarding secondary outcomes, the GEE indicated improvement in cognitive function, assessed by the Paced Auditory Serial Addition Test (PASAT), both the MG (P = 0.002) and FTG (P = 0.028). In general emotional state, the FTG showed a large effect size and a 95% CI that did not cross the null line. In sleep quality, the MG showed a small effect size and a 95% CI that did not cross the null line. No group showed differences in autonomic and vascular functions, cardiorespiratory fitness, or mindfulness. Conclusions. Study one: the results of this systematic review demonstrate different factors associated with mental health outcomes, suggesting that multiple aspects influence the mental health of graduate students. These findings, combined with the high prevalence rates observed, justify the development of university policies aimed at promoting mental health in graduate education. Study two: improving sleep and engaging in vigorous physical activity may reduce perceived stress among doctoral students. Depressive symptoms and SampEn also stand out as relevant predictors of perceived stress. Study three: the results indicate positive effects of meditation and functional training on reducing perceived stress and improving cognitive function, as well as a beneficial effect of meditation on sleep quality and of functional training on general emotional state among doctoral students.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2025.
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