BioRefino dos resíduos da semente de pracaxi (Pentaclethra macroloba (Wild.) Kuntze) - um fruto da Amazônia

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BioRefino dos resíduos da semente de pracaxi (Pentaclethra macroloba (Wild.) Kuntze) - um fruto da Amazônia

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Title: BioRefino dos resíduos da semente de pracaxi (Pentaclethra macroloba (Wild.) Kuntze) - um fruto da Amazônia
Author: Pereira, Carolina Damazio
Abstract: A sustentabilidade sofre uma das principais problemáticas atualmente com a formação de subprodutos vegetais provenientes da indústria, tendo, a maioria, poucas soluções para o aproveitamento integral da matéria-prima. É o que ocorre com a semente amazônica do pracaxi (Pentaclethra macroloba (Wild.)), largamente utilizada na extração de óleos cosméticos, cujo resíduo geralmente é descartado. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo investigar a composição centesimal e as frações de lipídios do resíduo de pracaxi para propor uma aplicação em embalagens para alimentos. Inicialmente, o resíduo seria de andiroba, mas por falta de disponibilidade deste, foi investigado o de pracaxi, ainda pouco explorado pela literatura. Para a determinação da composição centesimal do resíduo de pracaxi foram realizadas análises de teor de umidade por secagem convectiva e gravimetria; lipídeos por extração Soxhlet; proteínas pelo método Kjeldahl; fibras brutas por digestão, cinzas e carboidratos por diferença de teores de outros componentes descontados da composição total. Para a análise de ácidos graxos, realizou-se cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa. Após avaliação da composição do resíduo, este foi moído em moinho de facas e misturado a diferentes fontes de amido (amido de batata e fécula de mandioca) para a fabricação de biofilmes. Os filmes foram produzidos a partir da termocompressão -com pressão de 5 toneladas, à 130° C aplicada durante 3 minutos-, variando os parâmetros de matriz polimérica (amido de batata ou fécula de mandioca), concentrações entre resíduo de semente de pracaxi e matrizes, glicerol e água, tempo de hidratação dos amidos e se o resíduo era desengordurado ou integral. A composição centesimal (g/100g) obtida para o resíduo foi de 21±0,2 de lipídios, 21±0,1 de proteínas, 12±0,5 de fibras, 2,5±0,1 de cinzas, 29±0,1 de carboidratos e 14±0,07 de umidade. Os principais ácidos graxos são ácido oleico (53,35%), ácido behênico (16,95%), ácido lignocérico (10,60%) e ácido linoleico (10,24%). Notou-se que há uma boa porcentagem de lipídios no subproduto do pracaxi, esta contribuindo como plastificante, como o glicerol, na formação de filmes mais flexíveis. Avaliou-se que a melhor formulação para biofilmes com fécula de mandioca foi: concentração de 1:1 entre matriz polimérica e resíduo de pracaxi integral, 15% de glicerol, 25% de água e independente do tempo de hidratação da fécula. Já para aqueles com amido de batata, concentração 1:1 entre matriz e resíduo de pracaxi (tanto integral quanto desengordurado), 15% de glicerol, 25% de água e independente do tempo de hidratação do amido. Essas formulações apresentaram aspecto homogêneo e sem separação de fases, o que é característico de filmes mais quebradiços. O presente estudo mostrou que o resíduo de pracaxi tem um grande potencial para aplicação na fabricação de plásticos biodegradáveis, uma vez que possui um teor de óleo considerável para atuar como plastificante de filmes.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Tecnológico. Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/258989
Date: 2024-09-07


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