Capacidade funcional e níveis de fadiga em crianças e adolescentes em tratamento oncológico submetidos a um protocolo de atividade física

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Capacidade funcional e níveis de fadiga em crianças e adolescentes em tratamento oncológico submetidos a um protocolo de atividade física

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Title: Capacidade funcional e níveis de fadiga em crianças e adolescentes em tratamento oncológico submetidos a um protocolo de atividade física
Author: Cappellaro, Érica
Abstract: O câncer é uma das principais causas de morte no mundo. O câncer infantojuvenil é uma doença grave caracterizada pelo crescimento e multiplicação anormal de células que afeta crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. O tratamento é agressivo e visa a cura, podendo provocar, no entanto, diversos efeitos colaterais agudos e crônicos. Apesar do avanço considerável nos tipos de tratamentos, muitas vezes não são consideradas as necessidades específicas dessa faixa etária. Os efeitos do tratamento do câncer podem ser variados, como a perda de equilíbrio, sarcopenia, fadiga, fraqueza muscular e neuropatia periférica, dentre outros. Exercícios físicos têm potencial para melhorar as funções musculoesqueléticas e cardiopulmonares, e se incluídos durante e após o tratamento, podem minimizar as perdas na aptidão física a longo prazo. A atividade física domiciliar pode trazer inúmeros benefícios. As brincadeiras, jogos, esportes e atividades físicas variadas devem ser incentivadas diariamente nos âmbitos familiar, escolar e comunitário dos pacientes oncológicos. Neste trabalho, avaliamos o impacto de um programa de atividade física domiciliar na capacidade funcional e na fadiga relacionada ao câncer de pacientes oncológicos infantojuvenis. Trata-se de um ensaio clínico não controlado, com 25 participantes (14 meninos), de 4 a 14 anos (mediana de 10 anos), em tratamento ativo para o câncer (15 tumores não sólidos). A intervenção durou 12 semanas, com frequência de duas vezes por semana, em ambiente domiciliar, utilizando cadernos de atividades físicas (CAF 1 para os pacientes de 4 a 11 anos/ CAF 2 para os de 12 a 14 anos), elaborados pelos próprios autores. A aderência aos CAFs foi de 77,60% ± 17,78%. Os resultados foram analisados pelo teste t de student para dados pareados e estão divididos por análises por protocolo (PP) e por intenção de tratar (ITT). Os achados para a capacidade funcional avaliada pelo teste Timed Up and Go, na análise por ITT, não apresentou diferença significativa (p>0,1); entretanto, na análise PP houve uma diminuição significativa do tempo do teste (p<0,001). Na fadiga relacionada ao câncer, avaliada pelo PedsQl™, houve melhora significativa em ambas as análises PP (p=0,038) e ITT (p=0,039) para a fadiga total; nos domínios sono, fadiga mental e geral não houve diferença estatística; entretanto, houve uma redução clinicamente importante dos sintomas de fadiga relacionada ao câncer. Concluímos que a intervenção domiciliar por meio dos cadernos foi efetiva na melhora da capacidade funcional e em alguns domínios da fadiga; os níveis de cansaço tiveram uma diminuição significativa, demonstrando uma melhora da fadiga ao longo da intervenção.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Desportos. Departamento de Educação Física.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/267701
Date: 2025-08-26


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Érica Cappellaro.mp4 23.60Mb MPEG-4 video View/Open vídeo pibic 2025

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