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Abstract:
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A mastite bovina é a doença com maior impacto na cadeia produtiva do leite, causando perdas econômicas ao produtor, além de prejuízos ao meio ambiente e ao bem estar animal. Caracterizada pela inflamação da glândula mamária, a mastite é agravada pela infecção por microrganismos, principalmente bactérias. Dessa forma, produtos antimicrobianos utilizados durante o manejo da ordenha podem auxiliar na prevenção e controle da mastite. O presente trabalho busca dar continuidade aos estudos visando o gerenciamento de incertezas relacionadas a viabilidade da tecnologia “Gel bioativo antimicrobiano e uso do mesmo”, sob registro BR 102021 008630 0, desenvolvida para o controle da mastite bovina. O objetivo do trabalho desenvolvido foi avaliar o efeito da adição de conservantes à nanomacela sobre a estabilidade físico-química, teor dos marcadores químicos e atividade antimicrobiana, visando aumentar seu tempo de prateleira. Para isso, foram acrescidos às nanoformulações os conservantes ácido acético e ácido propiônico, em duas concentrações (0,1% e 0,25%), além do controle sem adição de ácidos. Todas as formulações foram mantidas ao abrigo da luz, sob temperatura ambiente (25 °C), por um período de 60 dias. Nos tempos 0, 7, 21, 30 e 60 dias, as nanoformulações foram avaliadas através da mensuração do pH, quantificação de flavonoides totais. A atividade antimicrobiana foi avaliada através de plaqueamento em ágar e pela técnica de microdiluição em caldo. A análise do tamanho de partícula e polidispersão foi realizada nos tempos 0 e 60 dias para avaliação da estabilidade coloidal. Os resultados demonstraram que a adição de conservantes foi eficaz para manter a estabilidade das formulações durante o armazenamento, preservando o pH e a atividade antimicrobiana, além de apresentar desempenho consistente nos parâmetros de flavonoides, concentração inibitória mínima e tamanho de partícula. Entre os tratamentos testados, destacou-se o ácido propiônico, especialmente na concentração de 0,1%, que apresentou as menores alterações ao longo do tempo. A conclusão reforça que o uso de conservantes é essencial não apenas para garantir a viabilidade prática das formulações, mas também porque as modificações químicas que ocorrem durante o armazenamento podem contribuir positivamente para a bioatividade do produto. |