Condições de trabalho e sintomas autorreferidos de saúde mental de enfermeiros da américa latina durante a pandemia de covid-19

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Condições de trabalho e sintomas autorreferidos de saúde mental de enfermeiros da américa latina durante a pandemia de covid-19

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Title: Condições de trabalho e sintomas autorreferidos de saúde mental de enfermeiros da américa latina durante a pandemia de covid-19
Author: Neves, Kaiane
Abstract: Objetivo: Descrever as condições de trabalho e os sintomas autorreferidos de saúde mental de enfermeiros atuantes em países da América Latina durante a pandemia de COVID-19. Métodos: Estudo transversal descritivo de abordagem quantitativa, a partir de dados do Global Consortium of Nursing & Midwifery Studies (GCNMS). Foram analisadas respostas de 6.891 enfermeiros de 19 países da América Latina e Caribe, coletadas entre julho de 2022 e maio de 2025. Utilizou-se amostragem por conveniência em rede (bola de neve e redes horizontais), com aplicação de questionário padronizado constituído de sete dimensões. A análise foi descritiva, realizada no software R 4.5.1. Resultados: A média de idade foi de 37,5 anos, predominando mulheres (82,5%) com formação em nível de bacharelado (55,4%). A maioria atuava em hospitais (59,4%), com vínculo formal (44%), embora 20,3% estivessem em contratos temporários ou diárias. A maioria (52,9%) relatou remuneração insuficiente para se manter fora da linha da pobreza, e 58,3% eram provedores principais da família. Durante a pandemia, apenas 22,9% receberam treinamento para lidar com aspectos emocionais/psicológicos de pacientes e 18,5% contaram com suporte emocional adequado do empregador. Quanto à saúde mental, 30,9% relataram alto estresse, 9,9% burnout e 59,5% cansaço no trabalho. Sintomas de ansiedade (45,5%) e tristeza frequente (42,4%) também foram prevalentes. Além disso, 55,3% sofreram agressões do público e 36% relataram impacto negativo em vínculos pessoais. Estratégias de autocuidado mais frequentes incluíram diálogo familiar (57,1%), atividade física (44,4%) e melhora nos hábitos alimentares (43,7%). Conclusão: As condições de trabalho de enfermeiros latino-americanos durante a pandemia foram marcadas por múltiplas vulnerabilidades: vínculos precários, baixa remuneração, sobrecarga laboral e limitado suporte institucional. Embora muitos profissionais tenham adotado estratégias de resiliência, os sintomas de estresse, ansiedade e burnout destacam a necessidade urgente de políticas organizacionais que promovam ambientes laborais seguros e saudáveis, além de mecanismos de monitoramento ocupacional com foco em saúde mental.
Description: Divulgação Científica para a Comunidade Universidade Federal de Santa Catarina
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268032
Date: 25-09-06


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