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Abstract:
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Introdução: O aumento da expectativa de vida no Brasil tem evidenciado uma transição epidemiológica marcada pelo crescimento das doenças crônicas não transmissíveis, entre elas o Diabetes Mellitus (DM), uma das mais prevalentes entre idosos. Contudo, o DM também se manifesta de forma crescente em adultos jovens, associado a hábitos inadequados como sedentarismo, alimentação desequilibrada e excesso de peso. Considerando as particularidades do envelhecimento e as necessidades de cuidado, torna-se essencial compreender o perfil desses pacientes e desenvolver estratégias de educação em saúde que minimizem complicações e internações. Objetivos: Conhecer as estratégias de autocuidado e a rede de apoio utilizadas por idosos com DM por meio do mapa de conversação; avaliar sua aplicabilidade como recurso educativo; descrever o perfil dos idosos atendidos em consulta de enfermagem em ambulatório especializado; e identificar o conhecimento desses pacientes sobre a doença, complicações e tratamento. Método: Estudo descritivo, quantitativo, realizado no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU/EBSERH/UFSC). Participaram idosos encaminhados para consultas de enfermagem em ambulatório especializado. A coleta de dados ocorreu por questionário com perguntas fechadas (sociodemográficas e clínicas: idade, escolaridade, estado civil, procedência, sexo, tipo de DM, tempo de diagnóstico, insulinoterapia, tipo de insulina, acompanhamento em saúde) e abertas, mediadas pelo mapa de conversação. Este abordou aspectos emocionais, insulinoterapia, cuidados com os pés, exames periódicos, alimentação e hidratação, prática de exercícios e saúde ocular. Conforme fragilidades identificadas, orientações de autocuidado foram fornecidas utilizando as ilustrações do mapa. Dados fechados foram organizados em planilha e analisados por estatística descritiva simples. Resultados: Observou-se que a maioria dos idosos demonstrou conhecimento satisfatório sobre autocuidado. O mapa facilitou a identificação de dúvidas e fragilidades, possibilitando orientações direcionadas durante a consulta. O uso de recursos visuais mostrou-se eficaz para engajar os idosos, tornando o conhecimento mais acessível a diferentes níveis de escolaridade, classes sociais e capacidades cognitivas. Conclusão: O mapa de conversação foi eficaz para identificar lacunas no autocuidado e promover orientações personalizadas, favorecendo aprendizado sobre medidas preventivas e terapêuticas. Além de estimular o engajamento, demonstrou potencial para ser incorporado rotineiramente nas consultas de enfermagem como ferramenta de educação em saúde. |