Perfil Epidemiológico dos Casos de Coqueluche em Santa Catarina entre 2010 e 2024.

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Perfil Epidemiológico dos Casos de Coqueluche em Santa Catarina entre 2010 e 2024.

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina. pt_BR
dc.contributor.advisor Menegon, Fabrício Augusto
dc.contributor.author Tumelero, Giancarlo Jerônimo Sartor
dc.date.accessioned 2025-11-27T18:24:08Z
dc.date.available 2025-11-27T18:24:08Z
dc.date.issued 2025-11-17
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270268
dc.description TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina. pt_BR
dc.description.abstract A coqueluche é uma doença infectocontagiosa, transmissível por gotículas de saliva, causada pela bactéria Gram-negativa Bordetella pertussis. Esta bactéria afeta o epitélio ciliado do trato respiratório superior, resultando na característica tosse paroxística, acompanhada de guinchos, dispneia, cianose e vômitos pós-tosse, podendo perdurar por 2 a 6 semanas. Embora a imunização parcial ou completa leve a formas mais brandas da doença – o que dificulta o diagnóstico – a coqueluche permanece como uma das principais causas de morbimortalidade no país. Após campanhas nacionais de vacinação, a incidência teve uma diminuição drástica, alcançando valores próximos de 0,2 casos por 100.000 habitantes até a década de 80. Todavia, o aumento dos casos e a ocorrência de novos óbitos a partir de 2010 ressalta a necessidade premente de avaliar os fatores que influenciam a disseminação da doença nas diferentes regiões. O presente estudo, de natureza ecológica e retrospectiva, propôs-se a analisar a distribuição temporal e espacial dos casos de coqueluche no estado de Santa Catarina entre os anos de 2010 e 2024. Para isso, foram compilados os registros de casos confirmados, óbitos e cobertura vacinal, e calculadas as incidências e taxa de letalidadade, visando traçar o perfil epidemiológico dos pacientes e da doença ao longo da série histórica. No período de 15 anos avaliado, foram confirmados 1.580 casos de coqueluche e 14 óbitos em decorrência direta da doença, apresentando a taxa de letalidade da doença estatisticamente significativa (p<0,05) entre os menores de 1 ano. O ano de 2024, notavelmente o primeiro a apresentar óbitos após a pandemia de COVID-19, registrou altas taxas de incidência no Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis. Essa concentração foi confirmada por meio dos mapas Kernel de calor, que revelaram importantes hotspots de casos nesses pontos nos dois grandes picos epidêmicos da doença (2012 e 2024). A integração com os mapas de cobertura vacinal, por sua vez, evidenciou diversos municípios com taxas aquém das metas de imunização nessas mesmas localidades. Tais achados permitiram a identificação precisa das áreas do estado que demandam maior atenção e medidas de vigilância epidemiológica intensificadas. pt_BR
dc.description.abstract Pertussis (whooping cough) is a highly contagious disease caused by the Gramnegative bacterium Bordetella pertussis, affecting the upper respiratory tract. Despite significant case reduction after national vaccination campaigns, an increase in cases and new fatalities since 2010 necessitates an evaluation of factors driving disease spread. This ecological and retrospective study analyzed the temporal and spatial distribution of pertussis in Santa Catarina (SC), Brazil, between 2010 and 2024, compiling data on incidence, mortality, and vaccine coverage to assess the patients' epidemiological profile over the historical series. Over the 15-year period, 1,580 pertussis cases and 14 direct fatalities were confirmed in SC. Key findings include a highly significant association between age group and mortality (p=0.050), with a lethality rate of 1.64 among children under one year old, confirming this group as the most vulnerable. While the overall correlation between state-level vaccine coverage and incidence was not significant, spatial analysis revealed critical regional patterns. The Vale do Itajaí and Grande Florianópolis were identified as macrorregions with the highest incidence, confirmed by Kernel density maps that showed significant hotspots during the two major epidemic peaks (2012 and 2024). These hotspots visually coincided with several municipalities showing vaccination rates below immunization targets, demonstrating high local heterogeneity. The observed epidemiological profile indicates persistent vulnerability in SC, strongly linked to the concentration of fatalities in infants and spatial heterogeneity. The presence of localized low-coverage pockets in highly populated urban centers suggests that simply comparing SC's statistics favorably against national averages (a Referential Bias) is inadequate. The findings highlight the need for micro-planned surveillance and immunization strategies focused on addressing spatial disparities to effectively control pertussis transmission. pt_BR
dc.format.extent 42 pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC. pt_BR
dc.rights Open Access. en
dc.subject Coqueluche pt_BR
dc.subject Tosse comprida pt_BR
dc.subject Vacina contra coqueluche pt_BR
dc.subject Imunização pt_BR
dc.title Perfil Epidemiológico dos Casos de Coqueluche em Santa Catarina entre 2010 e 2024. pt_BR
dc.type TCCgrad pt_BR


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