| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Menegon, Fabrício Augusto |
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| dc.contributor.author |
Tumelero, Giancarlo Jerônimo Sartor |
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| dc.date.accessioned |
2025-11-27T18:24:08Z |
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| dc.date.available |
2025-11-27T18:24:08Z |
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| dc.date.issued |
2025-11-17 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270268 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina. |
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| dc.description.abstract |
A coqueluche é uma doença infectocontagiosa, transmissível por gotículas de saliva,
causada pela bactéria Gram-negativa Bordetella pertussis. Esta bactéria afeta o epitélio
ciliado do trato respiratório superior, resultando na característica tosse paroxística,
acompanhada de guinchos, dispneia, cianose e vômitos pós-tosse, podendo perdurar por 2 a 6
semanas. Embora a imunização parcial ou completa leve a formas mais brandas da doença –
o que dificulta o diagnóstico – a coqueluche permanece como uma das principais causas de
morbimortalidade no país. Após campanhas nacionais de vacinação, a incidência teve uma
diminuição drástica, alcançando valores próximos de 0,2 casos por 100.000 habitantes até a
década de 80. Todavia, o aumento dos casos e a ocorrência de novos óbitos a partir de 2010 ressalta
a necessidade premente de avaliar os fatores que influenciam a disseminação da doença nas
diferentes regiões. O presente estudo, de natureza ecológica e retrospectiva, propôs-se a
analisar a distribuição temporal e espacial dos casos de coqueluche no estado de Santa
Catarina entre os anos de 2010 e 2024. Para isso, foram compilados os registros de casos
confirmados, óbitos e cobertura vacinal, e calculadas as incidências e taxa de letalidadade,
visando traçar o perfil epidemiológico dos pacientes e da doença ao longo da série histórica. No período de 15 anos avaliado, foram confirmados 1.580 casos de coqueluche e 14
óbitos em decorrência direta da doença, apresentando a taxa de letalidade da doença
estatisticamente significativa (p<0,05) entre os menores de 1 ano. O ano de 2024,
notavelmente o primeiro a apresentar óbitos após a pandemia de COVID-19, registrou altas
taxas de incidência no Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis. Essa concentração foi
confirmada por meio dos mapas Kernel de calor, que revelaram importantes hotspots de casos
nesses pontos nos dois grandes picos epidêmicos da doença (2012 e 2024). A integração com
os mapas de cobertura vacinal, por sua vez, evidenciou diversos municípios com taxas aquém
das metas de imunização nessas mesmas localidades. Tais achados permitiram a identificação
precisa das áreas do estado que demandam maior atenção e medidas de vigilância
epidemiológica intensificadas. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
Pertussis (whooping cough) is a highly contagious disease caused by the Gramnegative bacterium Bordetella pertussis, affecting the upper respiratory tract. Despite
significant case reduction after national vaccination campaigns, an increase in cases and new
fatalities since 2010 necessitates an evaluation of factors driving disease spread. This
ecological and retrospective study analyzed the temporal and spatial distribution of pertussis
in Santa Catarina (SC), Brazil, between 2010 and 2024, compiling data on incidence,
mortality, and vaccine coverage to assess the patients' epidemiological profile over the
historical series. Over the 15-year period, 1,580 pertussis cases and 14 direct fatalities were confirmed
in SC. Key findings include a highly significant association between age group and mortality
(p=0.050), with a lethality rate of 1.64 among children under one year old, confirming this
group as the most vulnerable. While the overall correlation between state-level vaccine
coverage and incidence was not significant, spatial analysis revealed critical regional patterns.
The Vale do Itajaí and Grande Florianópolis were identified as macrorregions with the highest
incidence, confirmed by Kernel density maps that showed significant hotspots during the two
major epidemic peaks (2012 and 2024). These hotspots visually coincided with several
municipalities showing vaccination rates below immunization targets, demonstrating high
local heterogeneity. The observed epidemiological profile indicates persistent vulnerability in SC, strongly
linked to the concentration of fatalities in infants and spatial heterogeneity. The presence of
localized low-coverage pockets in highly populated urban centers suggests that simply
comparing SC's statistics favorably against national averages (a Referential Bias) is
inadequate. The findings highlight the need for micro-planned surveillance and immunization
strategies focused on addressing spatial disparities to effectively control pertussis
transmission. |
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| dc.format.extent |
42 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Coqueluche |
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| dc.subject |
Tosse comprida |
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| dc.subject |
Vacina contra coqueluche |
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| dc.subject |
Imunização |
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| dc.title |
Perfil Epidemiológico dos Casos de Coqueluche em Santa Catarina entre 2010 e 2024. |
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| dc.type |
TCCgrad |
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