| dc.contributor | UFSC | pt_BR |
| dc.contributor.advisor | Lin, Katia | |
| dc.contributor.author | ANZANI, Sedigheh | |
| dc.date.accessioned | 2025-12-01T18:40:04Z | |
| dc.date.available | 2025-12-01T18:40:04Z | |
| dc.date.issued | 2025-11-05 | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270389 | |
| dc.description | TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina. | pt_BR |
| dc.description.abstract | LA epilepsia é uma condição neurológica crônica e debilitante que afeta mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo caracterizada por crises epilépticas recorrentes e não provocadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença acomete cerca de 2% da população brasileira, o que representa aproximadamente 4 milhões de indivíduos no país. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais elétricos anormais, que podem permanecer localizados ou se espalhar para outras regiões cerebrais. Afirma-se que um paciente tem epilepsia se este possuir uma das três seguintes condições: (1)no mínimo duas crises epilépticas espontâneas ocorrendo com mais de um dia de intervalo; (2) uma crise não provocada, e (3) uma probabilidade de novas crises semelhante ao risco geral de recorrência (pelo menos 60%). Enquanto 70% das pessoas com epilepsia obtêm controle satisfatório das crises epilépticas com o uso regular de fármacos anti crises, aproximadamente 30% deles são fármaco-resistente, i.e., continuam apresentando crises epilépticas a despeito do tratamento medicamentoso, com grave impacto em sua qualidade de vida e sobrecarga do cuidador, já que as crises epilépticas com perda de consciência são imprevisíveis e podem levar a riscos de acidentes como traumatismos, quedas, queimaduras, podendo até levar à morte. Para esses pacientes fármaco-resistente, há que se buscar outras formas de tratamento além do medicamentoso, como a DC, modalidade de tratamento de eficácia comprovada, segura e cada vez mais utilizada em pacientes fármaco-resistente e, portanto, é objetivo deste trabalho avaliar o impacto da dieta cetogênica na qualidade do sono em pacientes com EFR. Foram analisados vinte estudos publicados entre 2007 e 2023, contemplando métodos objetivos, como polissonografia, e medidas subjetivas, como questionários de qualidade do sono. Os achados sugerem que a DC pode promover melhora da eficiência do sono, aumento do sono REM e redução das descargas epileptiformes interiçais noturnas, além de favorecer o bem-estar diurno. Embora alguns efeitos adversos iniciais, como insônia transitória, tenham sido descritos, a maioria dos estudos apontou benefícios consistentes. Conclui-se que a DC apresenta potencial promissor para otimizar a qualidade do sono em pacientes com EFR, mas são necessários estudos prospectivos, de maior escala e com medidas padronizadas para confirmar esses resultados e orientar sua aplicação clínica. novas perspectivas terapêuticas e melhorar substancialmente o cuidado integral de pacientes com epilepsia farmacorresistente | pt_BR |
| dc.format.extent | 36 | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.publisher | Florianópolis, SC. | pt_BR |
| dc.rights | Open Access. | en |
| dc.subject | DIETA CETOGÊNICA- EPILEPSIA FARMACORRESISTENTE- CONTROLE DE CRISES EPILÉPTICAS- QUALIDADE DO SONO | pt_BR |
| dc.title | O PAPEL DA DIETA CETOGÊNICA NA QUALIDADE DO SONO DE PACIENTES ADULTOS COM EPILEPSIA FARMACORRESISTENTE | pt_BR |
| dc.type | TCCgrad | pt_BR |
| Files | Size | Format | View | Description |
|---|---|---|---|---|
| tcc .pdf | 2.086Mb |
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TCC-RESUMO A epilepsia é uma condição neurológica crônica e debilitante que afeta mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo caracterizada por crises epilépticas recorrentes e não provocadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença acomete cerca de 2% da população brasileira, o que representa aproximadamente 4 milhões de indivíduos no país. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais elétricos anormais, que podem permanecer localizados ou se espalhar para outras regiões cerebrais. Afirma-se que um paciente tem epilepsia se este possuir uma das três seguintes condições: (1)no mínimo duas crises epilépticas espontâneas ocorrendo com mais de um dia de intervalo; (2) uma crise não provocada, e (3) uma probabilidade de novas crises semelhante ao risco geral de recorrência (pelo menos 60%). Enquanto 70% das pessoas com epilepsia obtêm controle satisfatório das crises epilépticas com o uso regular de fármacos anti crises, aproximadamente 30% deles são fármaco-resistente, i.e., continuam apresentando crises epilépticas a despeito do tratamento medicamentoso, com grave impacto em sua qualidade de vida e sobrecarga do cuidador, já que as crises epilépticas com perda de consciência são imprevisíveis e podem levar a riscos de acidentes como traumatismos, quedas, queimaduras, podendo até levar à morte. Para esses pacientes fármaco-resistente, há que se buscar outras formas de tratamento além do medicamentoso, como a DC, modalidade de tratamento de eficácia comprovada, segura e cada vez mais utilizada em pacientes fármaco-resistente e, portanto, é objetivo deste trabalho avaliar o impacto da dieta cetogênica na qualidade do sono em pacientes com EFR. Foram analisados vinte estudos publicados entre 2007 e 2023, contemplando métodos objetivos, como polissonografia, e medidas subjetivas, como questionários de qualidade do sono. Os achados sugerem que a DC pode promover melhora da eficiência do sono, aumento do sono REM e redução das descargas epileptiformes interiçais noturnas, além de favorecer o bem-estar diurno. Embora alguns efeitos adversos iniciais, como insônia transitória, tenham sido descritos, a maioria dos estudos apontou benefícios consistentes. Conclui-se que a DC apresenta potencial promissor para otimizar a qualidade do sono em pacientes com EFR, mas são necessários estudos prospectivos, de maior escala e com medidas padronizadas para confirmar esses resultados e orientar sua aplicação clínica. novas perspectivas terapêuticas e melhorar substancialmente o cuidado integral de pacientes com epilepsia farmacorresistente |