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Introdução: Compreender a associação de fatores potencialmente modificáveis, como a autopercepção de saúde (AS), com histórico de quedas pode subsidiar estratégias de rastreamento e prevenção de quedas em idosos. Métodos: Estudo transversal com dados de 6.929 idosos (≥ 60 anos) participantes da 2ª onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil, 2019–2021). As exposições do estudo foram: 1) A AS avaliada pela questão: “Em geral, como o(a) Sr(a) avalia a sua saúde?” e categorizada como positiva (excelente, muito boa e boa), ou negativa (regular, ruim e muito ruim) e 2) Análise da mudança percebida da AS nos últimos três anos, com as seguintes opções de resposta: “melhorou”, “ficou na mesma” ou “piorou”. Os desfechos foram o histórico e a recorrência de quedas no último ano. O modelo de regressão logística multivariada, ajustado para faixa etária, escolaridade, renda domiciliar mensal per capita, nível de atividade física, multimorbidade e visão, foi usado na análise dos dados. Resultados: Idosos com AS negativa apresentaram maiores chances de histórico (OR = 1,73; IC95%: 1,37 – 2,20) e recorrência de quedas (OR = 1,63; IC95%: 1,08 – 2,45). A percepção de piora da saúde nos últimos três anos também se associou a maior probabilidade de histórico de quedas (OR = 1,35; IC95%: 1,05 – 1,74), enquanto a percepção de melhora mostrou uma associação negativa com o histórico de quedas (OR = 0,72; IC95%: 0,56 – 0,93). Conclusão: Os resultados evidenciaram que a AS negativa está associada a maior chance de quedas e sua recorrência em idosos comunitários brasileiros. As mudanças percebidas na AS nos últimos três anos também se associaram ao histórico de quedas. Tais achados reforçam a importância da inclusão da avaliação subjetiva de saúde em protocolos clínicos e de atenção primária, como ferramenta simples e de baixo custo, para identificação precoce de idosos em maior vulnerabilidade. |
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