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Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é considerada um transtorno
neurodegenerativo progressivo, caracterizada por declínio significativo da função
cognitiva. Dentre as principais causas estão o acúmulo da proteína β-amiloide nos
espaços extracelulares, originando as chamadas placas senis, e os
emaranhados neurofibrilares resultantes do acúmulo da proteína tau hiperfosforilada.
Além desses fatores, também estão associados ao desenvolvimento da DA, fatores
genéticos, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, hipercolesterolemia, depressão,
doenças inflamatórias, hábitos de vida que incluem ingestão de álcool e tabaco,
sedentarismo e alimentação não saudável. De acordo com uma revisão conduzida por
Ma et al., (2014), o resveratrol, um composto antioxidante e anti-inflamatório
apresenta a propriedade de estimular a depuração da β-amiloide por meio da ativação
da proteína quinase ativada por AMPK, e também pode diminuir a hiperfosforilação
da proteína Tau, apresentando assim potencial terapêutico coadjuvante ao tratamento
medicamentoso na DA. Objetivo: O presente trabalho objetivou avaliar o efeito da
suplementação de resveratrol na DA em idosos. Metodologia: Para responder ao
objetivo principal do presente TCC, foi realizada uma revisão sistemática da literatura
científica, conduzida nas bases de dados PubMed®, Web of Science®, CINAHL®,
Cochrane Library®, Embase®, LILACS®, ProQuest®, Google Scholar® e Scopus®,
utilizando os descritores “resveratrol”, “Doença de Alzheimer” e “idosos” em
português, com seus respectivos sinônimos em inglês e espanhol. Na seleção dos
estudos foram incluídos apenas estudos de intervenção que abordaram diretamente
o efeito do resveratrol (suplementação) na DA em idosos, sem limite de tempo da
publicação. O checklist PRISMA® foi adotado para a elaboração deste trabalho.
Resultados: Foram selecionados quatro estudos que avaliaram o efeito do resveratrol
na DA, os quais em conjunto demonstraram que a suplementação de resveratrol pode
estar associada à modulação positiva das vias inflamatórias e à redução da agregação
da β-amiloide, contribuindo assim para menor progressão dos déficits cognitivos
observados na DA. Todavia, devido à variabilidade significativa observada nos quatro
estudos revisados quanto às doses, formas de administração do suplemento e
população estudada, não foi possível chegar a um consenso quanto a melhor
prescrição da suplementação de resveratrol para a prática clínica. Conclusão:
Considerando os quatro estudos revisados, conclui-se que a suplementação de
resveratrol apresenta potencial terapêutico promissor na DA, porém ainda são
necessários novos ensaios clínicos de maior duração e com amostras maiores para
identificar a melhor dose e sua forma de administração na prática clínica. |
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