| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Carli, Larissa Nardini |
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| dc.contributor.author |
Silveira, Willian |
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| dc.date.accessioned |
2025-12-20T20:16:21Z |
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| dc.date.available |
2025-12-20T20:16:21Z |
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| dc.date.issued |
2025-12-16 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271592 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Blumenau, Engenharia de Materiais. |
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| dc.description.abstract |
O número de pessoas afetadas por feridas crônicas cresce a cada ano, e atualmente esse é um
dos maiores desafios na área da saúde. A infecção de feridas não só traz efeitos prejudiciais à
saúde física e mental das pessoas, como também causa encargos econômicos substanciais para
a sociedade. Assim, o desenvolvimento de métodos para monitorar a evolução e o processo de
cicatrização das feridas é uma ferramenta importante para melhorar a qualidade de vida desses
pacientes. Em tecidos infectados, o pH da ferida tende a mudar para valores ligeiramente
alcalinos devido aos metabólitos de bactérias que são liberados. Curativos inteligentes capazes
de detectar alterações de pH podem ser utilizados para proporcionar um tratamento imediato
nesses casos. Eles utilizam uma molécula cromófora que, ao alterar sua cor, indica mudança de
pH na área da ferida. As antocianinas, um conhecido grupo de cromóforos naturais presentes
em frutas e vegetais de coloração rosa, avermelhada e em alguns casos azul, possuem
propriedades interessantes e podem ser aplicadas em curativos. No entanto, devido à sua
instabilidade, são sensíveis a fatores como temperatura, luz, enzimas e níveis de oxigênio, o
que limita sua aplicabilidade. A ligação covalente das antocianinas em polímeros, como a
celulose bacteriana, é uma alternativa para superar esse problema. Após a alteração química
dos grupos funcionais superficiais da biocelulose por meio da oxidação dos grupos hidroxila, é
possível realizar a ligação covalente dessas com antocianinas, conferindo ao curativo a
capacidade de trocar de cor na presença de diferentes pHs. Neste trabalho, buscou-se modificar
a estrutura química do polímero e avaliar sua aplicação como curativo indicador. Os resultados
demonstraram que a oxidação sequencial com periodato e clorito de sódio foi eficaz na geração
de grupos carboxílicos, confirmada por espectroscopia no infravermelho e ensaios de adsorção
de azul de metileno, apesar da limitação imposta pela cristalinidade da biocelulose.
Determinou-se que o tempo de oxidação com clorito de 24 horas foi crítico para garantir a
densidade de sítios ativos necessária para a fixação estável das antocianinas, evitando a
lixiviação observada nas amostras oxidadas por 4 horas. As membranas funcionalizadas obtidas
exibiram sensibilidade visual clara, transicionando de rosa em pH 5 para azul/púrpura em pH
8, validando o potencial do material como um dispositivo médico não invasivo para o
monitoramento de infecções em feridas. |
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| dc.description.abstract |
The number of people affected by chronic wounds increases each year, and it is currently one
of the major challenges in healthcare. Wound infection not only brings detrimental effects to
people's physical and mental health but also causes substantial economic burdens for society.
Thus, the development of methods to monitor the evolution and healing process of wounds is
an important tool for improving these patients' quality of life. In infected tissues, the wound pH
tends to shift toward slightly alkaline values due to the release of bacterial metabolites. Smart
dressings capable of detecting pH alterations can be used to provide immediate treatment in
these cases. They utilize a chromophore molecule that, by changing its color, indicates a pH
change in the wound area. Anthocyanins, a well-known group of natural chromophores present
in pink, reddish, and in some cases blue fruits and vegetables, possess interesting properties and
can be applied in dressings. However, due to their instability, they are sensitive to factors such
as temperature, light, enzymes, and oxygen levels, which limits their applicability. The covalent
bonding of anthocyanins to polymers, such as bacterial cellulose, is an alternative to overcome
this problem. After the chemical alteration of the biocellulose surface functional groups through
the oxidation of hydroxyl groups, it is possible to perform their covalent bonding with
anthocyanins, granting the dressing the ability to change color in the presence of different pH
levels. In this work, we sought to modify the chemical structure of the polymer and evaluate its
application as an indicator dressing. The results demonstrated that sequential oxidation with
sodium periodate and chlorite was effective in generating carboxylic groups, confirmed by
infrared spectroscopy and methylene blue adsorption assays, despite the limitation imposed by
the crystallinity of the biocellulose. It was determined that a 24-hour chlorite oxidation time
was critical to ensure the density of active sites necessary for the stable fixation of anthocyanins,
avoiding the leaching observed in samples oxidized for 4 hours. The functionalized membranes
obtained exhibited clear visual sensitivity, transitioning from pink at pH 5 to blue/purple at pH
8, validating the material's potential as a non-invasive medical device for monitoring wound
infections. |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Blumenau, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Chronic wounds; bacterial cellulose; chemical modification; anthocyanins; infections. |
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| dc.subject |
Feridas crônicas; celulose bacteriana; modificação química; antocianinas; infecções. |
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| dc.title |
Desenvolvimento de curativos à base de biocelulose funcionalizada com extrato de repolho roxo para monitoramento de feridas |
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| dc.type |
TCCgrad |
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| dc.contributor.advisor-co |
Brondani, Patrícia Bulegon |
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