| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Silva, Carolina Fernandes da |
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| dc.contributor.author |
Karam, Juliana Yasmin Passos |
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| dc.date.accessioned |
2025-12-22T15:57:04Z |
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| dc.date.available |
2025-12-22T15:57:04Z |
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| dc.date.issued |
2025-12-08 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271596 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Educação Física Licenciatura. |
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| dc.description.abstract |
O futebol ocupa posição central na cultura esportiva brasileira e, precisamente por isso,
torna-se um objeto privilegiado para compreender as relações de gênero que atravessam a
formação profissional em Educação Física. Embora amplamente legitimado como conteúdo
pedagógico nos currículos universitários, sua constituição histórica ocorreu de forma
profundamente generificada, ancorada em experiências “masculinas” e em modelos de corpos
que produziram a exclusão das mulheres. Diante disso, este trabalho tem como objetivo
analisar como a presença das mulheres se manifesta na disciplina de futebol da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC), seja como conteúdo, como discência ou como docência,
ao longo dos diferentes currículos institucionais. A pesquisa compreende o período de 1975 a
2026, correspondente da criação do curso até os registros mais recentes disponíveis no
Cadastro de Turmas, localizados no Sistema de Controle Acadêmico de Graduação (CAGR).
Para esta pesquisa histórica, adota-se uma abordagem mista, quantitativa e qualitativa, de
natureza descritivo-exploratória, com ênfase na análise documental. Os documentos
analisados foram disponibilizados pela coordenadoria do curso, retirados do CAGR e
coletados no Centro de Memória da Educação Física e do Esporte (CEMEFID) e incluem
programas de disciplina, cadastros de turmas, histórico e controle curricular de egressos.
Esses materiais foram analisados considerando transformações e permanências nas propostas
pedagógicas e institucionais ao longo do tempo, bem como a presença das mulheres nesses
registros. Os resultados mostram que o futebol permaneceu por décadas como espaço para
homens: não havia oferta para mulheres antes de 1991, a disciplina era ofertada apenas a eles;
e a docência foi quase integralmente composta por professores, raras exceções por
professoras. A análise evidencia que tais silenciamentos são produtos de práticas discursivas
que naturalizam a associação entre futebol e “masculinidade”. Conclui-se que a formação
docente na UFSC, embora apresente avanços pontuais, perpetua marcas históricas de
exclusão. Tais resultados auxiliam na compreensão de como as desigualdades de gênero no
campo esportivo permanecem no contexto do futebol, apesar de terem ocorrido mudanças
curriculares e socioculturais nesses mais de 50 anos de instauração do curso. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
Football occupies a central position in Brazilian sporting culture and, precisely for this reason,
constitutes a privileged object for understanding the gender relations that permeate
professional training in Physical Education. Although widely legitimized as pedagogical
content in university curricula, its historical constitution occurred in a deeply gendered
manner, grounded in “male” experiences and in body models that produced the exclusion of
women. In this context, this study aims to analyze how the presence of women is manifested
in the football discipline at the Federal University of Santa Catarina (UFSC), whether as
curricular content, as students, or as faculty members, across different institutional curricula.
The research covers the period from 1975 to 2026, corresponding to the creation of the
program up to the most recent records available in the Class Registration System, accessed
through the Undergraduate Academic Control System (CAGR). This historical study adopts a
mixed-methods approach, combining quantitative and qualitative procedures, with a
descriptive-exploratory design and emphasis on documentary analysis. The analyzed
documents were provided by the program coordination, retrieved from the CAGR, and
collected at the Center for the Memory of Physical Education and Sport (CEMEFID). They
include course syllabi, class registration records, and graduates’ curricular histories and
academic records. These materials were examined in order to identify transformations and
continuities in pedagogical and institutional proposals over time, as well as the presence of
women in these records. The results indicate that football remained for decades as a
predominantly male space: there was no provision for women prior to 1991; the discipline
was initially offered exclusively to men; and teaching staff was almost entirely composed of
male professors, with rare exceptions of female faculty members. The analysis demonstrates
that such silences are products of discursive practices that naturalize the association between
football and “masculinity.” It is concluded that teacher education at UFSC, despite presenting
some punctual advances, continues to reproduce historical marks of exclusion. These findings
contribute to understanding how gender inequalities in the sporting field persist within the
context of football, even in the face of curricular and sociocultural changes over more than
fifty years since the establishment of the program. |
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| dc.format.extent |
58 f. |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Currículo |
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| dc.subject |
Formação Docente |
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| dc.subject |
Futebol de Mulheres |
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| dc.subject |
Gênero |
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| dc.subject |
Curriculum |
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| dc.subject |
Teacher Education |
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| dc.subject |
Women’s Football |
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| dc.subject |
Gender |
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| dc.title |
Gênero, Currículo e Futebol: uma análise histórica da participação de mulheres na disciplina de futebol da UFSC (1975-2026) |
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| dc.type |
TCCgrad |
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