O tempo da espera nos romances O litoral das Sirtes de Julien Gracq e O deserto dos tártaros de Dino Buzzati

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O tempo da espera nos romances O litoral das Sirtes de Julien Gracq e O deserto dos tártaros de Dino Buzzati

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina. pt_BR
dc.contributor.advisor Fiorussi, André
dc.contributor.author Faccini, Priscila
dc.date.accessioned 2025-12-29T14:15:46Z
dc.date.available 2025-12-29T14:15:46Z
dc.date.issued 2025-12-01
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271650
dc.description TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Letras Francês. Curso de Letras Francês pt_BR
dc.description.abstract A pesquisa busca relacionar os romances Le Rivage des Syrtes (O litoral das Sirtes), de 1951, e Il deserto dei Tartari (O deserto dos Tártaros), de 1940, ao signo da espera enquanto configuração do espaço-tempo diegético levando em consideração, também, os seus deslocamentos sócio-históricos, os respectivos contextos e o modo como cada um lida especificamente com o esvaziamento da experiência do tempo. A análise comparativa partirá dos conceitos narratológicos de Genette (2017), da obra Tempo e Narrativa, de Ricoeur (2011), dos conceitos de temporalização, de Koselleck (2007), e de amplo presente, de Gumbrecht (2015). Com base nesses autores e conceitos, propomos pensar o tempo articulado com as personagens e com a narrativa no geral, salientando aspectos relacionados aos procedimentos utilizados pelos escritores, como a espacialização do tempo através da descrição das paisagens, o isolamento das personagens, as metáforas relacionadas à decadência e à imobilidade, o modo como cada personagem articula internamente esse horizonte de expectativas que se encontra suspenso, visando compreender de que forma cada romance expressa esse tempo da espera. A nossa hipótese é que esse tempo da espera se articula diretamente ao contexto histórico não apenas dos autores, durante a Segunda Guerra Mundial e no imediato pós-guerra, como também do nosso próprio horizonte de expectativas. pt_BR
dc.description.abstract La recherche consiste à comparer les romans Le Rivage des Syrtes (1951) et Il deserto dei Tartari (Le Désert des Tartares, 1940), en les reliant au signe de l’attente comme configuration de l’espace-temps diégétique, tout en prenant en compte leurs déplacements socio-historiques, leurs contextes respectifs et la manière dont chacun traite, de façon spécifique, le vide de l’expérience du temps. L’analyse comparative s’appuiera sur les concepts narratologiques de Genette (2017), sur l’œuvre Temps et Récit de Ricoeur (2011), sur la notion de temporalisation chez Koselleck (2007), ainsi que sur le concept de présent étendu élaboré par Gumbrecht (2015). À partir de ces auteurs et de ces concepts, nous proposons de penser le temps en articulation avec les personnages et avec la narration dans son ensemble, en soulignant les aspects liés aux procédés employés par les écrivains : la spatialisation du temps à travers la description des paysages, l’isolement des personnages, les métaphores de la décadence et de l’immobilité, la manière dont chaque personnage articule intérieurement cet horizon d’attente suspendu. L’objectif est de comprendre comment chaque roman exprime ce temps de l’attente. Notre hypothèse est que ce temps de l’attente s’articule directement non seulement au contexte historique des auteurs, durant la Seconde Guerre mondiale et l’immédiat après-guerre, mais aussi à notre propre horizon d’attente. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC. pt_BR
dc.rights Open Access. en
dc.subject Julien Gracq pt_BR
dc.subject Dino Buzzati pt_BR
dc.subject Tempo e narrativa pt_BR
dc.subject Literatura Comparada pt_BR
dc.subject Espera pt_BR
dc.title O tempo da espera nos romances O litoral das Sirtes de Julien Gracq e O deserto dos tártaros de Dino Buzzati pt_BR
dc.type TCCgrad pt_BR


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TCC Priscila Faccini_versão final-pdfa.pdf 471.1Kb PDF View/Open
1-Declaracao-anuencia-orientador_assinado.pdf 116.8Kb PDF View/Open
Ata_Defesa_TCC_assinado.pdf 280.2Kb PDF View/Open

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