| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Silveira, Hector Bessa |
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| dc.contributor.author |
Hansen, Tiago Lora |
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| dc.date.accessioned |
2026-02-18T14:36:35Z |
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| dc.date.available |
2026-02-18T14:36:35Z |
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| dc.date.issued |
2025-12-08 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272272 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Engenharia de Controle e Automação. |
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| dc.description.abstract |
O processo Laser Powder Bed Fusion (LPBF) é uma técnica de manufatura aditiva
metálica em que um feixe laser funde seletivamente finas camadas de pó, possibilitando
componentes leves e com geometrias complexas para aplicações aeroespaciais,
de energia e biomédicas que seriam difíceis ou inviáveis por usinagem convencional.
A mesma flexibilidade que torna o LPBF atraente, entretanto, introduz variabilidade e
defeitos internos como falta de fusão, porosidade, cavidades por keyhole e hotspots de
superaquecimento que muitas vezes não são visíveis após a fabricação, mas podem
comprometer severamente o desempenho mecânico. Sistemas industriais integram,
por isso, módulos de tomografia óptica (OT) que registram imagens térmicas camada
a camada, oferecendo a possibilidade de monitoramento de qualidade in situ sem
depender de tomografia computadorizada (CT) lenta e cara; ainda assim, transformar
essas imagens em decisões confiáveis sobre defeitos é desafiador, pois os hotspots
são eventos raros, a relação entre intensidade térmica e severidade do defeito é não
linear, e as anotações validadas por especialistas são custosas. Trabalhos existentes
reportam modelos de aprendizado profundo promissores para monitoramento de LPBF,
mas a indústria ainda não dispõe de uma metodologia científica e reprodutível para
decidir quais arquiteturas, codificadores e estratégias de treinamento detectam hotspots
em condições realistas. Esta tese aborda essa lacuna ao reformular a tarefa de
detecção de hotspots como um problema de benchmarking: é investigado se modelos
de segmentação semântica conseguem identificar de forma consistente hotspots associados
a superaquecimento em imagens de OT quando versões de dados, divisões
de validação cruzada e hiperparâmetros são rigidamente controlados. No contexto da
Indústria 4.0 do Fraunhofer IPT, é construído um conjunto de dados com 150 instâncias
de hotspots validadas por especialistas a partir de cinco construções em LPBF, convertendo
formatos proprietários, gerando máscaras binárias de pixels e organizando
divisões balanceadas em seções que respeitam a morfologia dos defeitos. A partir
esse conjunto, é implementada uma estratégia de benchmarking em três estágios que
padroniza pré-processamento, aumentos de dados, registro de experimentos e análise
estatística, comparando quatro arquiteturas de segmentação com múltiplos codificadores
sob condições de treinamento idênticas, seguida de otimização direcionada de
hiperparâmetros e avaliação do impacto de aumentos. Todas as configurações são
avaliadas com validação cruzada multi-fold e múltiplas sementes aleatórias, produzindo
15 modelos independentes por configuração para quantificar a variabilidade e
evitar conclusões enganosas sobre inicializações ou divisões específicas. A configuração
de melhor desempenho (UNet++ com EfficientNet-B0, taxa de aprendizado 10−4
e lote 16, sem aumentos de dados) atinge valor médio de IoU de 0,701, coeficiente
Dice de 0,863, precisão 0,802 e sensibilidade 0,934, com baixa variância entre folds e
sementes, indicando que o aprendizado profundo é viável para priorizar a revisão de
hotspots em LPBF. Ao mesmo tempo, o benchmark evidencia limitações importantes,
como a dependência de uma única máquina e arranjo sensor, o tratamento binário
focado apenas em hotspots e a persistência de problemas de escassez de dados e
deslocamento de domínio, o que motiva extensões futuras para defeitos multiclasse,
monitoramento multimodal e generalização entre máquinas. |
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| dc.description.abstract |
Laser Powder Bed Fusion (LPBF) is a metal additive manufacturing process in which a
focused laser selectively melts thin layers of powder, enabling lightweight, geometrically
complex components for aerospace, energy, and medical applications that would be
difficult or impossible to obtain by conventional machining. However, the same flexibility
that makes LPBF attractive also introduces process variability and internal defects, such
as lack of fusion, pores, keyhole-induced cavities, and overheating hotspots, that often
remain invisible after production but can severely compromise mechanical performance.
Industrial systems therefore integrate optical tomography (OT) modules that record
layer-wise thermal images of the build, offering the possibility of in-situ quality monitoring
without resorting to slow and expensive computed tomography (CT) inspection;
yet, turning these images into reliable defect decisions is challenging, because hotspot
patterns are sparse, the relation between intensity and defect severity is non-linear,
and expert-validated labels are costly to obtain. Existing works report promising deep
learning models for LPBF monitoring, but industry still lacks a scientifically grounded, reproducible
methodology to decide which architectures, encoders, and training settings
can truly detect hotspot defects under realistic conditions. This thesis addresses that
gap by reframing hotspot detection as a benchmarking problem, asking whether semantic
segmentation models can consistently segment overheating-related hotspots in OT
images when dataset versions, cross-validation splits, and hyperparameters are strictly
controlled. Within Fraunhofer IPT’s Industry 4.0 context, a curated dataset of 150 expertvalidated
hotspot instances from five LPBF builds is built, converted from proprietary
formats, and finally used to generate pixel-accurate masks and construct balanced
patch-based splits that respect defect morphology. On top of this dataset, a three-stage
benchmarking strategy is implemented, which standardizes preprocessing, data augmentation,
logging, and statistical analysis, and then compares four segmentation architectures
with multiple encoder backbones under identical training conditions, followed
by targeted hyperparameter optimization and an assessment of augmentation impact.
All configurations are evaluated with multi-fold, multi-seed cross-validation, producing
15 independent models per setting to quantify variability and avoid misleading conclusions
driven by random initialization or unrepresentative splits. The best-performing
configuration (UNet++ with an EfficientNet-B0 encoder, trained with a learning rate of
10−4 and batch size 16 without augmentation) achieves mean Intersection over Union
(IoU) 0.701, Dice coefficient 0.863, precision 0.802, and recall 0.934, with low variance
across folds and seeds, indicating that deep learning is feasible for prioritizing hotspot
review in LPBF. At the same time, the benchmark reveals important limitations, such
as dependence on a single machine and sensor setup, binary treatment of defects
focused only on hotspots, and the persistence of data scarcity and domain shift issues,
which motivates future extensions toward multi-class defects, multi-modal monitoring,
and cross-machine generalization. |
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| dc.format.extent |
100 |
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| dc.language.iso |
eng |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Aprendizado Profundo |
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| dc.subject |
Segmentação Semântica |
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| dc.subject |
Laser-Powder Bed Fusion |
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| dc.subject |
Tomografia Óptica |
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| dc.subject |
Benchmarking |
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| dc.subject |
Deep Learning |
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| dc.subject |
Semantic Segmentation |
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| dc.subject |
Optical Tomography |
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| dc.title |
Benchmarking of Deep Learning Algorithms for In-Situ Defect Detection in Laser-Powder Bed Fusion |
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| dc.type |
TCCgrad |
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| dc.contributor.advisor-co |
Motz, Maximilian |
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