Estratégia de ritmo no treinamento intervalado auto selecionado: associação com índices aeróbios e anaeróbios de corrida em duas sessões diferentes, em ambos os sexos

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Estratégia de ritmo no treinamento intervalado auto selecionado: associação com índices aeróbios e anaeróbios de corrida em duas sessões diferentes, em ambos os sexos

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Title: Estratégia de ritmo no treinamento intervalado auto selecionado: associação com índices aeróbios e anaeróbios de corrida em duas sessões diferentes, em ambos os sexos
Author: Lanzarini, Lucas Dalla Vecchia
Abstract: Introdução: A intensidade do treinamento intervalado (TI) pode ser determinada a partir da sua autosseleção (i.e., TI auto selecionado - TIAS), em que o atleta escolhe o ritmo de acordo com a tarefa. Desse modo, a estratégia adotada durante o TIAS é variável e depende da interação de diversos fatores. Paralelo a isso, a reserva anaeróbia de velocidade (RAV), a reserva máxima de velocidade (RMV), a velocidade crítica (VC) e a capacidade de distância acima da VC (D?) vêm se mostrando como métodos precisos para determinação da tolerância ao exercício no TI. Objetivo: Analisar como a depleção e utilização do D?, da RAV e da RMV afetam a estratégia de ritmo adotada durante duas sessões de TIAS, em corredores de ambos os sexos. Métodos: Vinte corredores (10 homens, 10 mulheres) treinados realizaram 6 visitas para coleta de dados. Na primeira visita, foi realizado um teste incremental em esteira para determinação do V?O2max e a velocidade associada ao V?O2max (vV?O2max). Nas visitas 2 a 4, foram realizados testes de desempenho nas distâncias de 800, 1500 e 3000m em uma pista de atletismo de 400m para determinação da VC e do D?. Estes testes foram precedidos por um sprint de 40m para determinar a velocidade máxima de sprint (VMS). Nas visitas 5 e 6 foram realizadas duas sessões de TIAS, sendo uma para induzir velocidades supra-V?O2max (8 x 200m com 90s de intervalo) (TISUPRA) e uma para induzir velocidades sub-V?O2max (6 x 800m com 90s de intervalo) (TISUB). A estratégia de ritmo foi determinada por meio da inclinação de uma regressão linear, plotada a partir da relação velocidade normalizada x repetição. Para as análises comparativas entre os sexos e as variáveis do TIAS, foi utilizada uma ANOVA two-way com medidas repetidas e testes t para dados pareados e não pareados. O coeficiente de correlação de Pearson foi utilizado para verificar a associação entre a estratégia de ritmo com o percentual depletado do D? ou com o percentual da RAV/RMV na primeira repetição de cada TIAS. Regressões lineares múltiplas foram utilizadas para verificar as variáveis que melhor explicam a estratégia de ritmo dos TIAS. O nível de significância foi estabelecido em 5%. Resultados: A vV?O2max média foi de 16,1 ± 1,7 km/h e a VC média foi de 14,0 ± 1,5 km/h, enquanto o D? foi de 182 ± 36 m. A velocidade média do TISUB e do TISUPRA foi de 15,1 ± 1,5 e 19,5 ± 2,0 km/h, representando 108 ± 4 e 140,8 ± 6,0% da VC ou 95,2 ± 4,6 e 122,3 ± 5,9% da vV?O2max, respectivamente. Durante a primeira repetição, os corredores depletaram, em média, 47 ± 17% e 34,1 ± 6,9 do D? no TISUB e TISUPRA, respectivamente. O percentual utilizado do D? na primeira repetição foi moderadamente associado com a estratégia de ritmo no TISUPRA (r = -0,68 [-0,87 a -0,33]) e fortemente associado com a estratégia de ritmo no TISUB (r = -0,88 [-0,95 a -0,72]). Já os percentuais utilizados da RAV e da RMV também foram negativamente relacionados com a estratégia de ritmo (r = -0,65 a -0,89; p < 0,05), porém quando outras variáveis foram incluídas na regressão linear, o percentual de utilização da RAV e a RMV perderam significância estatística. Não foram encontradas diferenças entre os sexos na performance relativa em ambos os TIAS e nem nas magnitudes de correlação entre o D? utilizado na primeira repetição com a estratégia de ritmo. Conclusão: A porcentagem de D? depletada durante a primeira repetição das sessões de TIAS mostraram-se sensíveis para detectar diferenças na estratégia de ritmo, evidenciando que corredores que auto-regularam a primeira repetição utilizando um alto % de D? apresentaram redução da velocidade média nas repetições subsequentes. Essa sensibilidade pode estar relacionada à perturbação fisiológica causada pelo uso do D?, como a depleção de fosfocreatina e a produção de metabólitos associados à fadiga. Nesse cenário, os sujeitos reduzem conscientemente a velocidade a fim de concluir toda a sessão e manter a maior velocidade média possível. Estes comportamentos acontecem independentemente do sexo e da composição do TIAS.Abstract: Introduction: The intensity of interval training (IT) can be determined through self-selection (i.e., self-paced interval training - ITSP), in which the athlete chooses the pace according to the task. Thus, the pacing strategy adopted during ITSP is variable and depends on the interaction of several factors. In parallel, the anaerobic speed reserve (ASR), maximal speed reserve (MSR), critical speed (CS), and distance capacity above CS (D') have been shown to be precise methods for determining exercise tolerance during IT. Objective: To analyze how the depletion and utilization of D', ASR, and MSR affect the pacing strategy adopted during two ITSP sessions in runners of both sexes. Methods: Twenty trained runners (10 men, 10 women) completed six visits for data collection. During the first visit, an incremental treadmill test was performed to determine V?O2max and the speed associated with V?O2max (sV?O2max). During visits 2 to 4, performance tests over 800, 1500, and 3000 m were conducted on a 400 m outdoor track to determine CS and D'. These tests were preceded by a 40 m sprint to determine maximal sprint speed (MSS). During visits 5 and 6, two ITSP sessions were performed: one designed to elicit supra-sV?O2max speeds (8 × 200 m with 90 s recovery; ITSUPRA) and one designed to elicit sub-sV?O2max speeds (6 × 800 m with 90 s recovery; ITSUB). Pacing strategy was determined using the slope of a linear regression plotted from the relationship between normalized speed and repetition number. Comparative analyses between sexes and ITSP variables were performed using a two-way repeated-measures ANOVA, and paired and unpaired t-tests. Pearson?s correlation coefficient was used to assess the association between pacing strategy and the percentage of D' depleted or the percentage of ASR/MSR used during the first repetition of each ITSP. Multiple linear regressions were used to identify the variables that best explained pacing strategy during ITSP. The level of significance was set at 5%. Results: Mean sV?O2max was 16.1 ± 1.7 km·h?¹ and CS was 14.0 ± 1.5 km·h?¹, while D' was 182 ± 36 m. Mean speed during ITSUB and ITSUPRA was 15.1 ± 1.5 and 19.5 ± 2.0 km·h?¹, representing 108 ± 4% and 140.8 ± 6.0% of CS or 95.2 ± 4.6 and 122.3 ± 5.9% of sV?O2max, respectively. During the first repetition, runners depleted on average 47 ± 17% and 34.1 ± 6.9% of D' in ITSUB and ITSUPRA, respectively. The percentage of D' used in the first repetition was moderately associated with pacing strategy in ITSUPRA (r = -0.68 [-0.87 to -0.33]) and strongly associated with pacing strategy in ITSUB (r = -0.88 [-0.95 to -0.72]). The percentages of ASR and MSR used were also negatively related to pacing strategy (r = -0.65 to -0.89; p < 0.05); however, when other variables were included in the linear regression, ASR and MSR utilization lost statistical significance. No sex differences were found in relative performance in either ITSP session, nor in the magnitude of the correlations between D' used in the first repetition and pacing strategy. Conclusion: The percentage of D' depleted during the first repetition of a self-paced interval training session was sensitive to detecting differences in pacing strategy, showing that runners who self-regulated the first repetition using a high percentage of D' exhibited a reduction in mean speed over subsequent repetitions. This sensitivity may be related to the physiological disturbance caused by D' utilization, such as phosphocreatine depletion and the production of fatigue-related metabolites. In this context, individuals consciously reduce speed to complete the entire session while maintaining the highest possible mean speed. These behaviors occur independently of sex and ITSP composition.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2026.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272568
Date: 2026


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