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Abstract:
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A população mundial encontra-se em processo de transição demográfica,
caracterizado, de forma evidente, pelo envelhecimento contínuo e acelerado. Dentre
os aspectos que impactam a qualidade de vida e o bem-estar dos idosos, a prática
de atividade física e comportamento sedentário, em especial o tempo de tela,
emergem como fatores de interesse primordial. Objetivo: Estimar a prevalência da
prática de atividade física e do tempo de tela em indivíduos brasileiros com 65 anos
ou mais, de acordo com características sociodemográficas. Métodos: Trata-se de
estudo descritivo, transversal com utilização de dados secundários do Sistema de
Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Entrevista
Telefônica (VIGITEL), de 2019. Foram calculadas as prevalências de indivíduos
ativos no lazer e no deslocamento, além da proporção de indivíduos assistindo à
televisão/tela por três ou mais horas/dia. As estimativas de prevalência e seus
respectivos intervalos de confiança (IC95%) foram calculados de acordo com sexo,
faixa etária (65 a 69; 70 a 74; 75 a 79; 80 a 84, e 85 ou mais), escolaridade (até 8
anos; 9 a 11 anos e 12 anos ou mais), arranjo familiar e regiões geográficas. As
análises foram realizadas no software IBM SPSS for Statistics v.26, considerando o
peso amostral (peso rake). Resultados: A amostra incluiu 17.583 idosos, sendo
61,9% mulheres, 66,6% com até 8 anos de escolaridade e 52,2% residentes no
Sudeste. A prevalência de prática de atividade física suficiente no deslocamento foi
baixa (6,6% homens; 3,7% mulheres), com maior adesão entre aqueles entre 65–69
anos (7,7%). No lazer, a prevalência de atividade física suficiente foi superior (28,8%
homens; 21,6% mulheres), sendo maior entre homens, aqueles mais escolarizados
e com companheiro. O tempo de tela excessivo (≥3h/dia) foi maior entre mulheres
(48,1%). idosos com alta escolaridade (62,0%) e sem companheiro (49,9%), com
maiores prevalências nas regiões Sul e Sudeste.
Conclusão: Os resultados evidenciam baixa prática de atividade física e alta
prevalência de tempo de tela entre idosos brasileiros, agravadas por desigualdades
regionais e de escolaridade, destacando a necessidade de políticas públicas
intersetoriais para promover envelhecimento ativo e mitigar comportamentos
sedentários. |