Prática de atividade física e tempo de tela em idosos brasileiros: VIGITEL-2019

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Prática de atividade física e tempo de tela em idosos brasileiros: VIGITEL-2019

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Title: Prática de atividade física e tempo de tela em idosos brasileiros: VIGITEL-2019
Author: Ferreira, Leandro Motta Felicio
Abstract: A população mundial encontra-se em processo de transição demográfica, caracterizado, de forma evidente, pelo envelhecimento contínuo e acelerado. Dentre os aspectos que impactam a qualidade de vida e o bem-estar dos idosos, a prática de atividade física e comportamento sedentário, em especial o tempo de tela, emergem como fatores de interesse primordial. Objetivo: Estimar a prevalência da prática de atividade física e do tempo de tela em indivíduos brasileiros com 65 anos ou mais, de acordo com características sociodemográficas. Métodos: Trata-se de estudo descritivo, transversal com utilização de dados secundários do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Entrevista Telefônica (VIGITEL), de 2019. Foram calculadas as prevalências de indivíduos ativos no lazer e no deslocamento, além da proporção de indivíduos assistindo à televisão/tela por três ou mais horas/dia. As estimativas de prevalência e seus respectivos intervalos de confiança (IC95%) foram calculados de acordo com sexo, faixa etária (65 a 69; 70 a 74; 75 a 79; 80 a 84, e 85 ou mais), escolaridade (até 8 anos; 9 a 11 anos e 12 anos ou mais), arranjo familiar e regiões geográficas. As análises foram realizadas no software IBM SPSS for Statistics v.26, considerando o peso amostral (peso rake). Resultados: A amostra incluiu 17.583 idosos, sendo 61,9% mulheres, 66,6% com até 8 anos de escolaridade e 52,2% residentes no Sudeste. A prevalência de prática de atividade física suficiente no deslocamento foi baixa (6,6% homens; 3,7% mulheres), com maior adesão entre aqueles entre 65–69 anos (7,7%). No lazer, a prevalência de atividade física suficiente foi superior (28,8% homens; 21,6% mulheres), sendo maior entre homens, aqueles mais escolarizados e com companheiro. O tempo de tela excessivo (≥3h/dia) foi maior entre mulheres (48,1%). idosos com alta escolaridade (62,0%) e sem companheiro (49,9%), com maiores prevalências nas regiões Sul e Sudeste. Conclusão: Os resultados evidenciam baixa prática de atividade física e alta prevalência de tempo de tela entre idosos brasileiros, agravadas por desigualdades regionais e de escolaridade, destacando a necessidade de políticas públicas intersetoriais para promover envelhecimento ativo e mitigar comportamentos sedentários.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Educação Física Bacharelado.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272580
Date: 2025-12-02


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