A invisibilização da violência psicológica contra a mulher no contexto conjugal heterossexual na imprensa catarinense

DSpace Repository

A- A A+

A invisibilização da violência psicológica contra a mulher no contexto conjugal heterossexual na imprensa catarinense

Show simple item record

dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina
dc.contributor.advisor Ijuim, Jorge Kanehide
dc.contributor.author Quint, Karla Gabriela
dc.date.accessioned 2026-03-17T23:27:05Z
dc.date.available 2026-03-17T23:27:05Z
dc.date.issued 2026
dc.identifier.other 396185
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272742
dc.description Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, Florianópolis, 2026.
dc.description.abstract Esta pesquisa de mestrado tem como foco a violência psicológica contra a mulher em relações conjugais heterossexuais, com especial atenção às possíveis razões pelas quais esse tipo de violência, apesar de sua gravidade e recorrência, permanece pouco visível no jornalismo de Santa Catarina. A partir de um levantamento preliminar sobre o tema nos portais NSC Total e ND Mais, veículos da mídia hegemônica, e no Portal Catarinas, que adota uma perspectiva de gênero, constatamos que a cobertura jornalística tende a ser episódica, superficial e centrada majoritariamente em violências físicas e sexuais, com pouco espaço para a problematização da violência psicológica enquanto fenômeno estrutural. Predominam abordagens com pouca contextualização, baixo uso de fontes especializadas e ausência de discussões sobre dinâmicas de controle e relações de gênero. Metodologicamente se trata de um estudo exploratório, descritivo e interpretativo, com base em Triviños (1987) e Gil (2002). Para a seleção e análise dos materiais preliminares recorremos à Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016) e Herscovitz (2008), articulada ao Método Filosófico, a partir de Folscheid e Wunenburger (1997) para o diálogo interdisciplinar com produções das áreas do direito e da psicologia. Os resultados indicam que a invisibilização da violência psicológica no jornalismo não decorre apenas de sua imaterialidade, mas de um conjunto de fatores interligados, como a dificuldade de reconhecimento institucional, a naturalização social dessas práticas, limitações formativas do campo jornalístico e a permanência de modelos narrativos ancorados na objetividade tradicional. Com base em Góes (2022), a pesquisa identifica a coexistência de processos de invisibilização por ausência e por presença, que contribuem para o silenciamento dessa violência nas narrativas jornalísticas. Por fim, defendemos a necessidade de uma prática jornalística comprometida com a contextualização, a complexidade e a perspectiva de gênero, capaz de contribuir para a visibilização dessa forma de violência e para o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
dc.description.abstract Abstract: This master's thesis focuses on psychological violence against women in heterosexual marital relationships, paying particular attention to the possible reasons why this type of violence, despite its severity and recurrence, remains largely invisible in the journalism of Santa Catarina. Based on a preliminary survey of the topic in the portals NSC Total and ND Mais, vehicles of the hegemonic media, and in the Portal Catarinas, which adopts a gender perspective, we found that journalistic coverage tends to be episodic, superficial, and mainly focused on physical and sexual violence, with little space for problematizing psychological violence as a structural phenomenon. Approaches with little contextualization, low use of specialized sources, and an absence of discussions about control dynamics and gender relations predominate. Methodologically, this is an exploratory, descriptive, and interpretative study, based on Triviños (1987) and Gil (2002). For the selection and analysis of preliminary materials, we used Content Analysis as proposed by Bardin (2016) and Herscovitz (2008), articulated with the Philosophical Method, based on Folscheid and Wunenburger (1997), for interdisciplinary dialogue with productions from the fields of law and psychology. The results indicate that the invisibility of psychological violence in journalism does not stem solely from its immateriality, but from a set of interconnected factors, such as the difficulty of institutional recognition, the social naturalization of these practices, formative limitations of the journalistic field, and the persistence of narrative models anchored in traditional objectivity. Based on Góes (2022), the research identifies the coexistence of invisibility processes through absence and presence, which contribute to the silencing of this violence in journalistic narratives. Finally, we advocate for a journalistic practice committed to contextualization, complexity, and a gender perspective, capable of contributing to making this form of violence visible and to strengthening public policies to combat violence against women. en
dc.format.extent 130 p.| il.
dc.language.iso por
dc.subject.classification Jornalismo
dc.subject.classification Equidade de gênero
dc.subject.classification Violência contra as mulheres
dc.subject.classification Violência de gênero
dc.subject.classification Direitos das mulheres
dc.title A invisibilização da violência psicológica contra a mulher no contexto conjugal heterossexual na imprensa catarinense
dc.type Dissertação (Mestrado)


Files in this item

Files Size Format View
PJOR0238-D.pdf 2.940Mb PDF View/Open

This item appears in the following Collection(s)

Show simple item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar