| Title: | Significado de la utilización de guías de buenas prácticas en el cuidado desde la mirada de enfermería |
| Author: | Álvarez Sandoval, Sylvia Jacqueline |
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INTRODUÇÃO: A assistência à saúde pode causar danos aos pacientes, com repercussões pessoais, morais, éticas e econômicas, todas evitáveis. Atualmente, a segurança e a qualidade da assistência tornaram-se desafios para os sistemas de saúde, fazendo com que o uso de recomendações baseadas em evidências seja uma ferramenta importante para atender às demandas atuais da área. A enfermagem contribui para o sistema de saúde por meio do desenvolvimento da enfermagem baseada em evidências, fornecendo suporte científico para as intervenções e o cuidado de enfermagem através de recomendações. Isso transforma a teoria em prática clínica baseada em evidências, proporcionando um cuidado seguro e de alta qualidade com efeitos positivos na saúde dos pacientes, suas famílias, profissionais de enfermagem e instituições, influencia inclusive as políticas de saúde, razão pela qual um número crescente de profissionais e instituições promove o uso de diretrizes de boas práticas baseadas em recomendações cientificamente comprovadas. Nesse sentido, a Associação de Enfermeiros Registrados de Ontário (RNAO) é uma organização reconhecida mundialmente por sua liderança na criação de Diretrizes de Boas Práticas, promovendo a excelência clínica, a segurança do paciente e políticas públicas saudáveis. Garantir a eficácia dessas diretrizes exige o reconhecimento do papel dos profissionais de enfermagem no processo de implementação, dada a sua proximidade com os pacientes e a sua responsabilidade pelos cuidados. Garantir sua eficácia implica reconhecer a participação dos profissionais de enfermagem no processo de implementação, devido ao seu contato próximo com os pacientes e à sua responsabilidade pelo cuidado. OBJETIVO: Interpretando o significado que os enfermeiros atribuem ao uso de diretrizes de boas práticas no cuidado de enfermagem a pacientes em um hospital da Região de Magalhães. MÉTODO: Estudo qualitativo descritivo e exploratório realizado em um hospital de alta complexidade na cidade de Punta Arenas, Chile, entre os meses de outubro de 2024 e janeiro de 2025. Quinze enfermeiros de quatro centros de responsabilidade hospitalar participaram, com um mínimo de seis meses de experiência no serviço selecionado. Entrevistas semiestruturadas, gravadas em áudio, foram utilizadas para a coleta de dados. Os dados foram processados e analisados por meio de análise temática. O estudo possui um quadro ético aprovado pelo Comitê de Ética da Universidad de Magallanes. RESULTADOS: Perfil dos participantes: 1 homem e 14 mulheres; a faixa etária variou de 27 a 46 anos, e o tempo de experiência profissional, de 1 ano e 2 meses a 24 anos, com média de 6 anos. Durante o período de coleta de dados, 3 participantes trabalhavam no Departamento de Cirurgia, 4 em Clínica Médica, 4 em Traumatologia e Enfermaria Privativa e 4 na Unidade de Terapia Intensiva. Em relação à experiência com diretrizes de melhores práticas, 3 participantes relataram tê-la. Os resultados qualitativos destacam as percepções e expectativas dos enfermeiros em relação ao uso de diretrizes de boas práticas, que variam em duas dimensões. A primeira dimensão é positiva, com os enfermeiros considerando as diretrizes como um suporte técnico e ético, que melhora a segurança e a qualidade da assistência, padroniza o cuidado e serve como um meio de avaliação contínua das intervenções na prática. Além disso, eles acreditam que as diretrizes aprimoram a comunicação entre os pares e o trabalho em equipe, contribuindo, assim, para um melhor ambiente de trabalho e promovendo a coesão da equipe. A segunda dimensão relaciona-se às críticas referentes às dificuldades práticas e culturais de implementação e adaptação das diretrizes ao contexto hospitalar local. Essas críticas decorrem principalmente do aumento da carga de trabalho durante o período de adaptação, das potenciais deficiências em recursos materiais, equipamentos, financeiros e de pessoal, e da resistência à mudança. Observa-se que o uso de diretrizes de boas práticas gera uma tensão entre facilitadores e barreiras. Os profissionais percebem as diretrizes como uma oportunidade de melhoria, mas, ao mesmo tempo, as consideram uma imposição difícil de implementar no ambiente hospitalar. Portanto, a implementação dependerá de como esses fatores forem gerenciados. Os principais facilitadores incluem o apoio ministerial, a motivação individual, o apoio institucional e a organização com líderes que orientam o processo, o conhecimento de experiências anteriores eficazes e o apoio dos pacientes e seus familiares. Por outro lado, as principais barreiras à implementação eficaz são a falta de recursos econômicos, materiais e humanos, uma cultura de resistência à mudança e a sobrecarga de trabalho. Além disso, a identificação dos fatores facilitadores e das barreiras ao processo gera diversas sugestões, tais como: adaptação das diretrizes ao contexto local, supervisão e liderança ativas e comprometidas do processo, disseminação adequada de informações por meio de canais atualizados, como o uso de redes sociais, inclusão e participação multidisciplinar, disponibilidade de recursos institucionais adequados em termos de qualidade e quantidade (suprimentos, materiais e equipamentos) e programação de educação e treinamento contínuos sobre as diretrizes a serem implementadas. CONCLUSÃO: Os profissionais de enfermagem reconhecem que a utilização de diretrizes de melhores práticas durante a prestação de cuidados de saúde permite incorporar as melhores evidências disponíveis no planejamento do cuidado de pacientes hospitalizados. Isso serve como estratégia para prevenir eventos adversos, promover e fortalecer a segurança e a qualidade do cuidado, reduzir a variabilidade no cuidado, aprimorar o desenvolvimento profissional e estimular a pesquisa e a melhoria contínua, entre outros benefícios. Além disso, reconhece-se que o trabalho com diretrizes de melhores práticas beneficia tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde. Essas diretrizes fornecem uma estrutura clara para ação que ajuda a reduzir a incerteza durante o cuidado, facilitando a tomada de decisões informadas na assistência de enfermagem. Ademais, sua implementação tem um impacto positivo no nível institucional, pois otimiza recursos e reduz os custos da organização de saúde. Abstract: INTRODUCTION: Healthcare can cause harm to patients, with repercussions that can be personal, moral, ethical, and economic, all of which are preventable. Today, the safety and quality of care have become challenges for healthcare systems, making the use of evidence-based recommendations an important tool for meeting current healthcare demands. In this regard, the nursing discipline contributes to the healthcare system through the development of evidence-based nursing, providing scientific support for nursing interventions and care through recommendations. This transforms theory into evidence-based clinical practice, delivering safe, high-quality care with positive effects on the health of patients, their families, nursing professionals, and institutions. It even influences health policies, which is why more and more professionals and institutions are promoting the use of Good Practice Guidelines based on scientifically supported recommendations. In this regard, the Registered Nurses' Association of Ontario (RNAO) is a globally recognized organization for its leadership in creating Good Practice Guidelines, promoting clinical excellence, patient safety, and healthy public policies. Ensuring the effectiveness of these guidelines requires acknowledging the role of nursing professionals in the implementation process, given their close contact with patients and their responsibility for care. OBJECTIVE: To interpret the meaning that nurses attribute to the use of best practice guidelines in nursing care for patients in a hospital in the Magallanes Region. METHOD: A descriptive, exploratory qualitative study was conducted in a high-complexity hospital in the city of Punta Arenas, Chile, between the months of October 2024 to January 2025. Fifteen nurses from four hospital responsibility centers participated, with a minimum of six months of experience in the selected service. Semi-structured, audio-recorded interviews were used for data collection. The data were processed and analyzed using thematic analysis. The study has an ethical framework supported by the Ethics Committee of the University of Magallanes. RESULTS: Participant profile: 1 is male and 14 are female. Their age range was 27 to 46 years, and their years of work experience ranged from 1 year, 2 months to 24 years, with an average of 6 years. During the data collection period, 3 participants worked in the Surgery Department, 4 in Internal Medicine, 4 in Traumatology and Private Ward, and 4 in the Critical Care Unit. Regarding experience using best practice guidelines, 3 participants reported such experience. The qualitative results highlight nurses' perceptions and expectations regarding the use of best practice guidelines, which vary along two dimensions. The first dimension is positive, with nurses viewing the guidelines as providing technical and ethical support, improving the safety and quality of care, standardizing care, and serving as a means of continuously evaluating interventions in practice. Furthermore, they believe the guidelines enhance communication among peers and teamwork, thus contributing to a better work environment and fostering team cohesion. The second dimension relates to criticisms regarding the practical and cultural difficulties of implementing and adapting the guidelines to the local hospital context. These criticisms primarily stem from increased workload during the adaptation period, potential deficiencies in material, equipment, financial, and personnel resources, and resistance to change. It is observed that the use of best practice guidelines generates a tension between facilitators and barriers. Professionals perceive the guidelines as an opportunity for improvement, but at the same time, they consider them an imposition difficult to implement in the hospital setting. Therefore, implementation will depend on how these factors are managed. The main facilitators include ministerial support, individual motivation, institutional support and organization with leaders who guide the process, knowledge of previous effective experiences, and the support of patients and their families. Meanwhile, the main barriers to effective implementation are the lack of economic, material, and human resources, a culture of resistance to change, and excessive workload. Furthermore, the identification of facilitating factors and barriers to the process yields several suggestions such as: adapting the guidelines to the local context, active and committed supervision and leadership of the process, adequate dissemination of information through updated channels such as the use of social networks, inclusion and multidisciplinary participation, having adequate quality and quantity of institutional resources (supplies, materials and equipment), and scheduling ongoing education and training on the guidelines to be implemented. CONCLUSION: Nursing professionals recognize that using best practice guidelines during healthcare delivery allows them to incorporate the best available evidence into care planning for hospitalized patients. This serves as a strategy for preventing adverse events, promoting and strengthening the safety and quality of care, reducing variability in care, enhancing professional development, and stimulating research and continuous improvement, among other benefits. Furthermore, it is acknowledged that working with best practice guidelines benefits both patients and healthcare professionals. These guidelines provide a clear framework for action that helps reduce uncertainty during care, facilitating informed decision-making in nursing care. In addition, their implementation has a positive impact at the institutional level, as it optimizes resources and reduces healthcare organization costs. |
| Description: | Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272744 |
| Date: | 2026 |
| Files | Size | Format | View |
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| PNFR1439-T.pdf | 2.778Mb |
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