| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina |
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| dc.contributor.advisor |
Bousfield, Andréa Barbará da Silva |
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| dc.contributor.author |
Silva, Caroliny Duarte da |
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| dc.date.accessioned |
2026-03-24T23:25:01Z |
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| dc.date.available |
2026-03-24T23:25:01Z |
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| dc.date.issued |
2025 |
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| dc.identifier.other |
396381 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272921 |
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| dc.description |
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2025. |
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| dc.description.abstract |
Este estudo investigou as Representações Sociais (RS) do veganismo em um jornal brasileiro de ampla circulação, analisando 363 notícias publicadas desde o século XX até abril de 2024. O objetivo foi identificar as RS do veganismo ao longo do tempo, analisar processos de objetivação, ancoragem e as imagens das notícias. As publicações foram organizadas em um corpus textual e em uma matriz de dados, categorizadas por variáveis como década, seção e temática. As 663 imagens foram categorizadas em animais, cenários, objetos e características físicas das pessoas retratadas. As análises estatísticas foram realizadas no software JAMOVI; o corpus foi submetido a análises textuais no IRaMuTeQ, incluindo Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e Análise de Similitude. Agrupou-se as notícias em Década 1 (1998-2009), Década 2 (2010-2019) e Década 3 (2020-2024). Os resultados indicam que o jornal deu prioridade para abordar a temática ?Informações e Críticas ao Veganismo?, com maior destaque para entrevistas com Ativistas e Entidades, Pessoas Públicas e Representantes de Empresas. A autoria apresentou equilíbrio entre mulheres e homens. A CHD gerou cinco classes: Dieta, explorando alimentos consumidos ou evitados e seus impactos na saúde; Consumo Sustentável, abordando-o como nicho de mercado; Ativismos, focando em dimensões políticas; Estratégias, tratando de adaptações cotidianas; e Estilo de Vida, enfatizando preceitos éticos e filosóficos. Na análise de similitude, os textos frequentemente partiam do termo \"animal\" para definir a dieta, associada à exclusão de carne, leite e ovos; vinculando-a tanto à saúde quanto a preocupações nutricionais. O consumo foi abordado em termos de produtos e restaurantes. Quanto às imagens, observa-se uma subrepresentação dos animais, enquanto alimentos e pessoas - majoritariamente brancas - são amplamente representados. Cenários de alimentação e comércio foram frequentes, bem como objetos relacionados à alimentação. Na Década 1, a objetivação do veganismo envolveu sua personificação em straight edges e ativistas veganos, nos alimentos de origem animal que abdicam e profissionais da saúde. A ancoragem associou o veganismo a movimentos alternativos e ativismo político. Paralelamente, comparando a dieta vegana com a norma onívora, posicionando-a como antinatural. Na Década 2, a objetivação incluiu celebridades veganas e as entidades ativistas. A ancoragem oscilou entre valores éticos, sustentabilidade e estereótipos negativos, como o ?vegano militante? associado a um fundamentalismo doutrinário. A resistência ao antiespecismo gera tensões, evidenciando que sua RS é polêmica, resultando em conflitos nas relações interpessoais. Na Década 3, a objetivação se concentrou nas carnes vegetais e figuras públicas, enquanto a ancoragem priorizou sustentabilidade, flexitarianismo e práticas de consumo. As preocupações ecológicas se tornam um ponto de negociação entre a minoria vegana ativa e a sociedade, favorável ao flexitarianismo. O mercado percebe essa dinâmica e a coopta, reduzindo o veganismo a um nicho de produtos. Conclui-se que o jornal utilizou predominantemente a difusão como estratégia comunicacional. As RS do veganismo veiculadas refletem uma compreensão polissêmica e em transformação. Contudo, a representação limitada dos animais e o foco em produtos à base de plantas sugere uma lacuna no tratamento do veganismo como movimento ético. Ressalta-se a pertinência do uso de jornais para investigar a gênese das RS. |
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| dc.description.abstract |
Abstract: This study investigated the Social Representations (SR) of veganism in a widely circulated Brazilian newspaper, analyzing 363 articles published from the 20th century to April 2024. The objective was to identify the SR of veganism over time, examining processes of objectification, anchoring, and the visual imagery in the news. The publications were organized into a textual corpus and a data matrix, categorized by variables such as decade, section, and theme. A total of 663 images were classified into categories such as animals, settings, objects, and the physical characteristics of individuals portrayed. Statistical analyses were conducted using JAMOVI, while the corpus underwent textual analyses in IRaMuTeQ, including Descending Hierarchical Classification (DHC) and Similitude Analysis. News articles were grouped into three periods: Decade 1 (1998?2009), Decade 2 (2010?2019), and Decade 3 (2020?2024). The results indicate that the newspaper prioritized addressing the theme \"Information and Criticism of Veganism,\" with greater emphasis on interviews with Activists and Organizations, Public Figures, and Company Representatives. Authorship was balanced between women and men. The DHC yielded five classes: Diet, exploring consumed or avoided foods and their health impacts; Sustainable Consumption, addressing veganism as a market niche; Activisms, highlighting political dimensions; Strategies, discussing everyday adaptations; and Lifestyle, emphasizing ethical and philosophical principles. In the similitude analysis, texts frequently referenced the term \"animal\" to define the diet, associated with the exclusion of meat, milk, and eggs and linked to health and nutritional concerns. Consumption was framed in terms of products and restaurants. As for the imagery, animals were underrepresented, while food and people - mostly white - were prominently depicted. Food-related settings and commercial spaces were common, as were objects tied to eating practices. In Decade 1, the objectification of veganism involved its personification in straight edge individuals and vegan activists, as well as the exclusion of animal-based foods and the involvement of health professionals. Anchoring associated veganism with alternative movements and political activism, while contrasting it with the omnivorous norm, positioning it as unnatural. In Decade 2, objectification included vegan celebrities and activist organizations. Anchoring fluctuated between ethical values, sustainability, and negative stereotypes, such as the \"militant vegan\" linked to doctrinal fundamentalism. Resistance to antispeciesism created tensions, reflecting the controversial nature of SR, which led to interpersonal conflicts. In Decade 3, objectification focused on plant-based meats and public figures, while anchoring prioritized sustainability, flexitarianism, and consumption practices. Ecological concerns became a point of negotiation between the vegan active minority and society, which leaned toward flexitarianism. The market recognized this dynamic and co-opted it, reducing veganism to a niche product category. The study concludes that the newspaper predominantly employed dissemination as a communication strategy. The SR of veganism conveyed reflects a polysemic and evolving understanding. However, the limited representation of animals and the focus on plant-based products suggest a gap in addressing veganism as an ethical movement. This underscores the relevance of newspapers in investigating the genesis of SR. |
en |
| dc.format.extent |
143 p.| il., tabs. |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.subject.classification |
Psicologia |
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| dc.subject.classification |
Veganismo |
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| dc.subject.classification |
Representações sociais |
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| dc.subject.classification |
Psicologia social |
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| dc.title |
Representações sociais e mídia jornalística: um estudo sobre o veganismo |
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| dc.type |
Dissertação (Mestrado) |
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