| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina |
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| dc.contributor.advisor |
Moretto, Samira Peruchi |
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| dc.contributor.author |
Fiuza, Denis Henrique |
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| dc.date.accessioned |
2026-03-24T23:26:22Z |
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| dc.date.available |
2026-03-24T23:26:22Z |
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| dc.date.issued |
2026 |
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| dc.identifier.other |
396385 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272924 |
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| dc.description |
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, 2026. |
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| dc.description.abstract |
Esta tese investigou o processo de (des)africanização do meio rural brasileiro a partir da análise da imprensa especializada em agricultura, com destaque para as revistas Chácaras e Quintais (décadas de 1910 a 1940) e Globo Rural (entre 1985 e 2015), cujos períodos de circulação definem o recorte temporal da pesquisa. Foram analisadas as formas como o fotojornalismo e o discurso técnico-científico rural trataram a modernização e a globalização da agricultura brasileira, frequentemente vinculando tais processos à substituição ou à invisibilização de práticas e paisagens historicamente africanizadas. Constatou-se como a imprensa especializada atuou como condutora de condutas, promovendo um ideal de ruralidade alinhado a padrões norte-americanos e europeus, em detrimento de referências africanas. Essa (des)africanização se expressa não apenas na narrativa sobre os sujeitos rurais ? como camponeses negros e comunidades quilombolas, apresentados como ?atrasados? ou em desaparecimento ?, mas também na dispersão biológica de espécies africanas, reconfiguradas sob outras identidades. Casos como o da introdução e a africanização da apicultura pela abelha africana, da criação da tilápia, da avestruz, da violeta-africana e da adaptação de gramíneas de origem africana são abordados como parte de um processo de expropriação simbólica, em que a origem africana das espécies é frequentemente apagada em nome da tecnificação e da padronização globalizada da agricultura. A tese buscou, assim, escrever uma história ambiental global e a contrapelo, ressaltando a centralidade da presença africana ? humana e biológica ? na conformação do meio rural brasileiro. Argumenta-se que, apesar da invisibilização promovida pelo discurso da modernização, o rural brasileiro foi, por séculos, africanizado em seus modos de produção, em suas paisagens e na circulação de saberes agrícola, pecuário, aquícola, etc. O estudo, ao restituir a memória dessa presença e suas transformações, contribui para uma compreensão crítica das relações entre raça, território e desenvolvimento no campo brasileiro. |
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| dc.description.abstract |
Abstract: This thesis examined the process of (de)Africanization in the Brazilian rural environment through an analysis of agricultural publications, focusing particularly on the magazines Chácaras e Quintais (1910s to 1940s) and Globo Rural (1985 to 2015). These timeframes define the scope of the research. It analyzed how photojournalism and rural technical-scientific discourse addressed the modernization and globalization of Brazilian agriculture, often linking these processes to the replacement or invisibility of historically Africanized practices and landscapes. The research found that specialized agricultural press acted as a catalyst for behavior change, promoting an ideal of rurality aligned with North American and European standards, while undermining African references. This (de)Africanization is evident not only in narratives about rural subjects?such as Black peasants and quilombola communities, who are often portrayed as \"backward\" or disappearing?but also in the biological dispersal of African species, which are frequently reconfigured under different identities. The thesis discusses several cases, including the introduction of Africanized beekeeping, tilapia farming, ostriculture, the cultivation of African violets, and the adaptation of African-origin grasses. These examples illustrate a process of symbolic expropriation, where the African origins of species are often erased in the name of technological advancement and the global standardization of agriculture. Overall, this thesis aims to present a global environmental history and highlights the significance of African contributions?both human and biological?in shaping the Brazilian rural environment. It argues that, despite the invisibility fostered by modernization discourse, the Brazilian countryside has been Africanized for centuries in its production methods, landscapes, and knowledge related to agriculture and aquaculture. By restoring this memory and examining its transformations, the study enhances the understanding of the complex relationships between race, territory, and development in the Brazilian countryside. |
en |
| dc.format.extent |
335 p.| il. |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.subject.classification |
História |
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| dc.subject.classification |
História ambiental |
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| dc.subject.classification |
Imprensa |
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| dc.subject.classification |
Negros |
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| dc.title |
Quatrocentos anos de terra: a (des)africanização do Mundo Rural brasileiro nas páginas da imprensa rural especializada (1910-2015) |
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| dc.type |
Tese (Doutorado) |
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| dc.contributor.advisor-co |
Correa, Sílvio Marcus de Souza |
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