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O Grupo Serra Geral (GSG), principal unidade vulcânica da Bacia do Paraná (BP), é composto por extensos derrames de rochas basálticas, andesíticas, dacíticas e riolíticas, que estão distribuídos em sucessões estratigráficas desde a porção meridional do Brasil, até partes do Uruguai, Paraguai, Argentina e remanescentes na Angola e
Namíbia. Na porção Norte do município de São Joaquim, Santa Catarina, afloram solos derivados do intemperismo dessas rochas, apresentando ampla variabilidade morfológica, física e química. Este trabalho integra dados de campo, análises laboratoriais e caracterização geoquímica das rochas para compreender as relações entre as lito
logias do GSG e o desenvolvimento dos solos vulcânicos na região. Foram analisados dez perfis representativos de solos e suas respectivas rochas de origem. Por meio das análises morfológicas, químicas e físicas, foram identificadas as classes dos Neossolos (n = 5) e Nitossolos (n = 4), além dos já mapeados Cambissolos (n = 2). As
análises geoquímicas permitiram identificar magmas-tipo Urubici e Pitanga (A-Ti) e Esmeralda e Gramado (B-Ti) sendo possível relacionar variações nas composições geoquímicas das rochas diante à distribuição espacial das mesmas com as propriedades diagnósticas dos solos, como pH, acidez potencial, soma e saturação de bases, capacidade de troca catiônica (CTC), CTC da argila e composição textural. Os resultados evidenciam que solos desenvolvidos sobre rochas de composição básica a intermediária (B-Ti e A-Ti) apresentam menor acidez e maior saturação por bases, enquanto aqueles sobre litologias ácidas (B-Ti) exibem maior acidez e maior capacidade de troca catiônica. A identificação de Nitossolos, em proporção significativa, indica potencial agrícola superior ao indicado pelo mapeamento pedológico regional na es
cala 1:250.000, ressaltando a importância de revisões cartográficas mais detalhadas e do manejo adequado para o pleno aproveitamento das terras cultiváveis de São Joaquim. |
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