Biometria Facial na Segurança Pública Brasileira: análise entre o potencial tecnológico e os desafios éticos e legais para uma implementação democrática

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Biometria Facial na Segurança Pública Brasileira: análise entre o potencial tecnológico e os desafios éticos e legais para uma implementação democrática

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Title: Biometria Facial na Segurança Pública Brasileira: análise entre o potencial tecnológico e os desafios éticos e legais para uma implementação democrática
Author: Santos, André Hiago de Amorim; Rodrigues, Denis Junio Rocha
Abstract: O presente trabalho examina a aplicação da tecnologia de reconhecimento facial na segurança pública brasileira, a partir do seguinte problema de pesquisa: como conciliar as exigências éticas, a exemplo dos vieses algorítmicos, das identificações incorretas e da proteção à privacidade, e os entraves legais, especialmente a ausência de regulamentação específica e os limites de incidência da Lei Geral de Proteção de Dados, com a necessidade de ampliar os meios tecnológicos na segurança pública para aperfeiçoar o desempenho operacional estatal no combate à criminalidade. Para tanto, adota-se uma abordagem qualitativa, de natureza aplicada, orientada por uma perspectiva interpretativista e operacionalizada por meio de revisão narrativa da literatura. A análise abrange o funcionamento técnico da biometria facial, sua evolução histórica, seus benefícios operacionais e os principais riscos éticos e jurídicos associados à sua utilização. Os resultados indicam que, embora a tecnologia apresente potencial para fortalecer ações de localização de foragidos, identificação de pessoas desaparecidas e otimização de recursos públicos, sua implementação desregulada pode intensificar discriminações algorítmicas, gerar falsos positivos, comprometer a presunção de inocência e ampliar práticas de vigilância incompatíveis com o Estado Democrático de Direito. No plano jurídico, verifica-se a persistência de um vácuo regulatório, uma vez que a LGPD não disciplina de forma suficiente o tratamento de dados biométricos no âmbito da segurança pública, inexistindo, até o momento, marco normativo específico capaz de assegurar transparência, controle e responsabilização. Conclui-se que a conciliação entre inovação tecnológica, proteção de direitos fundamentais e aprimoramento do desempenho operacional da segurança pública depende da instituição de regulação específica, com definição estrita de finalidades, controle humano obrigatório, protocolos transparentes e auditorias algorítmicas periódicas realizadas por instâncias independentes, com supervisão institucional da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e fiscalização por órgãos de controle externo, como o Ministério Público e a Defensoria Pública.
Description: O artigo analisa o uso da biometria facial na segurança pública brasileira, abordando seus benefícios operacionais e os desafios éticos e legais envolvidos. Discute riscos como vieses algorítmicos, falhas de identificação e lacunas regulatórias, propondo uma aplicação equilibrada entre eficiência estatal e proteção de direitos fundamentais.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272969
Date: 2026-03-24


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