Abstract:
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A falta de conhecimento sobre a influência dos parâmetros abióticos na fisiologia dos peixes nativos tem dificultado o cultivo destas espécies em larga escala. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do oxigênio dissolvido (OD) e da amônia não ionizada (NH3) na sobrevivência do dourado (Salminus brasiliensis). Foram realizados dois experimentos, cada um com duração de 96h, sendo que em um deles foram testadas as seguintes concentrações de OD: 0,6 mg/L ; 0,72 mg/L ; 1,0 mg/L ; 1,9 mg/L e controle (7,19 mg/L); e no outro, as seguintes concentrações de NH3: 2,75 mg/l; 2,32 mg/l; 1,56 mg/l; 0,94 mg/l e controle (0,003mg/l). Em cada experimento foram utilizadas três repetições por tratamento. Foram usados 30 alevinos de dourado por tanque experimental (150L). As concentrações de OD e NH3 foram monitoradas a cada 2h e 6h, respectivamente, ocasiões nas quais foram retirados e registrados os peixes mortos e ajustados os parâmetros limnológicos avaliados. Os valores de concentração letal 50% (CL 50) obtidos variaram de 0,66 mg/L OD em 24h a 0,75 mg/L OD em 96h e, variaram de 1,89 mg/l em 24h a 1,83 mg/l de NH3 em 96h. Estes resultados conferem, aos alevinos de dourado, grande resistência aos parâmetros avaliados e, sugerem que novos trabalhos sejam realizados para avaliar o efeito crônico destes parâmetros para esta espécie. |