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Abstract:
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O Estado de Santa Catarina é um dos maiores exportadores de mel do país e já recebeu diversas
premiações internacionais como possuidor do melhor do mundo. Para isto, este produto possui
parâmetros de identidade e qualidade (PIQs) relacionados a perfis físico-químicos que devem
ser monitorados e comparados com limites legislativos regulados pelo Ministério da
Agricultura e Pecuária (MAPA), para a segurança de quem o consome. Neste trabalho de
conclusão de curso, os PIQs relacionados às amostras de méis florais e de melato da bracatinga
(MMB) de todas as regiões geográficas intermediárias do Estado foram avaliados. Os resultados
demonstraram valores de umidade abaixo do limite regulatório máximo de 20% para todas as
52 amostras. Apenas uma amostra das 42 de méis florais avaliadas apresentou não
conformidade relacionada à acidez livre, enquanto para MMB, apenas uma estava conforme. O
pH de méis florais revelou valores que variaram de 3,48 ± 0,28 a 5,21 ± 0,23, enquanto as
amostras de MMB variaram de 4,43 ± 0,03 a 4,65 ± 0,29. A condutividade elétrica variou de
198,18 ± 3,29 até 1,138 ± 6,43 µS cm-1
para méis florais e 1,142 ± 12,55 até 2075,33 ± 19,50
µS cm-1
para MMB, contudo o último parâmetro citado possui apenas limites internacionais.
Por fim, para o 5-hidroximetilfurfural, o limite máximo de 60 mg kg−1 foi ultrapassado em duas
amostras multiflorais, relevando valores de 74,54 ± 1,86 mg kg−1 e 91, 69 ± 0,10 mg kg−1
. Foi
realizada a análise de componentes principais (PCA), revelando uma diferença entre méis
florais e de melato da bracatinga quanto à acidez, condutividade e pH, com 85,63% de
variabilidade explicada pelo modelo. Os resultados demonstraram um perfil físico-químico
abrangente, com qualidade aceitável para a maior parte das amostras analisadas. Portanto, o
estudo sobre a qualidade e identidade dos méis de Santa Catarina destacou a importância do
monitoramento constante para a segurança dos alimentos, identificando diferenças físico-químicas entre mel de melato da bracatinga e méis florais. Reforça ainda a necessidade de
padronização, boas práticas apícolas e revisão de legislações, além de ações para mitigar
impactos ambientais e promover a sustentabilidade. |