| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Beck, Magali Sperling |
|
| dc.contributor.author |
Guimarães, Janete Eloi |
|
| dc.date.accessioned |
2025-08-12T15:57:34Z |
|
| dc.date.available |
2025-08-12T15:57:34Z |
|
| dc.date.issued |
2025-07-10 |
|
| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/267311 |
|
| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Letras Inglês. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
Desde o período colonial, os povos indígenas das Américas foram submetidos a diversas
formas de violência. Grande parte dessa violência encontrava-se associada a políticas
assimilacionistas, que visavam eliminar a língua, as crenças e o modo de vida dos povos
indígenas, buscando, em última instância, o extermínio de suas culturas (Belanger, 2010). O
Canadá não constituiu uma exceção nesse sentido: o processo de colonização naquele
território resultou no deslocamento forçado das comunidades indígenas, afetando
diretamente o seu modo de vida. Em paralelo, foram implementadas políticas
governamentais, como o residential school system, que obrigava as crianças indígenas a
frequentar instituições educacionais com o objetivo de integrá-las à sociedade branca e
cristã canadense (Churchill, 2012). No entanto, tais imposições não foram aceitas sem
resistência. Como estratégia de defesa das comunidades, a adoção da língua do
colonizador configura-se como uma tática de desafio às representações feitas sobre estas
(Pratt, 2008). Apesar de ter sido imposta aos povos indígenas com o objetivo de promover a
assimilação, a habilidade de escrever rapidamente se mostrou benéfica na defesa de seus
direitos, possibilitando a narração de suas próprias histórias e a ocupação de um papel
protagonista (Haque; Patrick, 2015; Teuton, 2019). A utilização da literatura por autores e
autoras indígenas configura-se como uma prática contemporânea que possibilita a
compreensão de como a experiência colonial contínua influenciou a vida desses povos
(Moss, 2003).No que diz respeito à escrita do passado, esta tem sido frequentemente
marcada pelo silenciamento das comunidades indígenas. Apenas recentemente, autores
desses grupos começaram a compartilhar suas perspectivas, inclusive por meio da literatura
(Dillon, 2012; Rikard, 2022; Taylor, 2021). Nesse sentido, o presente estudo analisa o
romance "Moon of the Crusted Snow" (2018), uma distopia crítica (Moylan e Baccolini, 2003)
do escritor Anishinaabe Waubgeshig Rice, com o objetivo de identificar como a obra aborda
os processos históricos que afetaram as comunidades indígenas no Canadá, bem como as
estratégias por elas desenvolvidas para resistir e sobreviver à violência colonial. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
Since colonial times, Indigenous peoples in the Americas have experienced various forms of
violence. Much of this violence was associated with assimilationist policies that aimed to
erase their language, beliefs, and way of life, ultimately seeking to exterminate their culture
(Belanger, 2010). Canada was no exception. There, colonization led to the forced
displacement of Indigenous communities, directly impacting their way of life. Coupled with it
were government policies such as the residential school system, which forced Indigenous
children into educational institutions to assimilate them into white Canadian society
(Churchill, 2012). However, these impositions were not met without resistance. One strategy
used to defend their communities was to adopt the colonizer's language to challenge the
representations made about them (Pratt, 2008). Although it was imposed on Indigenous
peoples for assimilationist purposes, mastery of writing quickly proved helpful in defending
their rights, enabling them to narrate their own stories, and taking on a central role (Haque;
Patrick, 2015; Teuton, 2019). The use of literature by Indigenous writers can be traced back
to the present day and serves as a means of understanding how the ongoing colonial
experience (Moss, 2003) has shaped the lives of these peoples (Ashcroft, Griffiths, and Tiffin,
1989). Regarding the writing of the past, it has often been marked by the silencing of
Indigenous communities, and only recently have authors from these groups begun to share
their perspective, including through literature (Dillon, 2012; Rikard, 2022; Taylor, 2021). In
this sense, this study analyzes Moon of the Crusted Snow (2018), a critical dystopia (Moylan
and Baccolini, 2003) by Anishinaabe writer Waubgeshig Rice, seeking to identify how the
work addresses both the historical processes that affected Indigenous communities in
Canada and the strategies developed to resist and survive colonial violence. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
53 |
pt_BR |
| dc.language.iso |
eng |
pt_BR |
| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
pt_BR |
| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Literatura indígena |
pt_BR |
| dc.subject |
Distopia crítica |
pt_BR |
| dc.subject |
Colonialismo |
pt_BR |
| dc.subject |
Resistência |
pt_BR |
| dc.subject |
Indigenous literature |
pt_BR |
| dc.subject |
Critical dystopia |
pt_BR |
| dc.subject |
Colonialism |
pt_BR |
| dc.subject |
Resistance |
pt_BR |
| dc.title |
Narrating the past from a dystopian future: The recovery of Indigenous history in Moon of the Crusted Snow (2018) |
pt_BR |
| dc.type |
TCCgrad |
pt_BR |