A construção discursiva das organizações humanitárias diante da epidemia de HIV/aids no Sul Global
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| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Ceccon, Roger Flores |
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| dc.contributor.author |
Silva, Gabriela Müller |
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| dc.date.accessioned |
2025-11-17T11:24:25Z |
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| dc.date.available |
2025-11-17T11:24:25Z |
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| dc.date.issued |
2025-11-12 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270098 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Enfermagem. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
O presente trabalho tem como objetivo analisar criticamente os discursos produzidos por
organizações humanitárias internacionais sobre a epidemia de HIV/aids em contextos de crise,
especialmente em países do Sul Global. A pesquisa parte do pressuposto de que os discursos
humanitários não apenas descrevem a realidade, mas a constroem socialmente, influenciando
percepções sobre vulnerabilidade, responsabilidade e dependência. Fundamentado na perspectiva
do construcionismo social, o estudo adota uma abordagem qualitativa de cunho documental,
tomando como corpus reportagens publicadas entre 2020 e 2025 por três organizações: Médicos
Sem Fronteiras (MSF), Partners In Health (PIH) e Amref Health Africa. A análise busca identificar
como essas instituições narram a epidemia, quais elementos são enfatizados e quais permanecem
silenciados em suas produções discursivas. Os resultados indicam que as organizações humanitárias
constroem a epidemia de HIV/aids como uma crise sanitária global e moral, caracterizada por
sofrimento, abandono e desigualdade. Em seus discursos, as organizações se posicionam como
atores indispensáveis e competentes, capazes de atuar onde os sistemas nacionais falham, o que
contribui para naturalizar a dependência de ajuda externa e reafirmar uma lógica de poder
assimétrica entre o Norte e o Sul Global. Além disso, observou-se que as reportagens priorizam
vozes de pacientes e profissionais ligados às próprias organizações, silenciando perspectivas de
autoridades locais e profissionais de saúde moçambicanos, ruandeses e de outros países africanos
onde atuam. Tal ausência impede o reconhecimento do protagonismo local, reforçando a visão de
que a transformação só é possível por meio da intervenção estrangeira. Conclui-se que as narrativas
humanitárias analisadas produzem uma forma específica de visibilidade: ao mesmo tempo em que
tornam o sofrimento audível, reduzem a complexidade das relações sociais e políticas que
sustentam a epidemia. Assim, o estudo evidencia como a comunicação dessas organizações
contribui para a construção simbólica de um Sul Global vulnerável, dependente e passivo diante da
crise, ao passo que os agentes internacionais se apresentam como promotores de esperança e
mudança. Refletir criticamente sobre esses discursos é fundamental para descolonizar as práticas
humanitárias e fortalecer uma compreensão mais equitativa, ética e participativa da saúde global. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
42 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Enfermagem |
pt_BR |
| dc.subject |
HIV |
pt_BR |
| dc.subject |
construcionismo social |
pt_BR |
| dc.subject |
AIDS |
pt_BR |
| dc.subject |
organizações humanitárias internacionais |
pt_BR |
| dc.title |
A construção discursiva das organizações humanitárias diante da epidemia de HIV/aids no Sul Global |
pt_BR |
| dc.type |
TCCgrad |
pt_BR |
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