Efeito do treinamento aquático vertical no controle glicêmico e na capacidade funcional em pessoas com diabetes tipo 2

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Efeito do treinamento aquático vertical no controle glicêmico e na capacidade funcional em pessoas com diabetes tipo 2

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Title: Efeito do treinamento aquático vertical no controle glicêmico e na capacidade funcional em pessoas com diabetes tipo 2
Author: Vidor, Rodrigo Baurich
Abstract: A diabetes é uma doença metabólica crônica caracterizada por um excesso de glicose no sangue, que de maneira crônica, pode gerar danos e disfunções em diversos tecidos e órgãos. O treinamento aquático vem sendo cada vez mais observado como alternativa para a realização de atividade física de maneira frequente e sistematizada, visto que contribui para a melhora ou manutenção de aspectos como capacidade aeróbica, força, flexibilidade, funcionalidade e composição corporal. O treinamento aquático em posição vertical é eficaz na melhora do controle glicêmico e funcionalidade para indivíduos com diabetes tipo 2 (DM2). Além disso, a Educação em Saúde auxilia no controle e manejo da doença. Entretanto, é escassa a literatura analisando efeito do treinamento combinado aquático vertical, em contexto pragmático e com co-intervenção em Educação em Saúde, com melhora no controle glicêmico e capacidade funcional, e o efeito do destreinamento, em pacientes com DM2. Logo, o objetivo desse trabalho é verificar o efeito do treinamento aquático, associado à educação em saúde, no controle glicêmico e na capacidade funcional de pacientes com DM2. Trata-se de um estudo de intervenção, com abordagem pragmática. Participaram do estudo aqueles inseridos no Projeto de Extensão “AQUAatic training for DIAbetes (AQUADIA)” no Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina do primeiro semestre do ano de 2025. Foram coletados dados de hemoglobina glicada (HbA1c) e resultados dos testes de Sentar e Levantar e Flexão de Cotovelos em 30s, Timed Up-and-Go (TUG) e teste de caminhada em 6 minutos. Realizou-se 12 semanas de treinamento aquático vertical combinado (aeróbico + resistido), com duas sessões semanais. O treinamento aeróbico foi prescrito pela Percepção Subjetiva de Esforço, progredindo de leve à intenso (PSE 11-15), e o treinamento resistido pela máxima velocidade de execução. Além disso, foi feita uma co-intervenção de educação em saúde, com rodas de conversas. A análise de dados foi feita para verificar o efeito da intervenção nos desfechos glicêmicos e funcionais, realizadas Equações de Estimativas Generalizadas, sendo feitas por Intenção de Tratar (ITT) e por Protocolo (PP), com um nível de significância de 5%. O controle glicêmico não sofreu alteração em nenhuma das análises pós intervenção, e piorou na análise PP pós férias (Δ = 0,99). A capacidade funcional melhorou pelos testes de Sentar e Levantar em 30 segundos (pré: 13,54±0,62 rep; pós: 15,00±0,54 rep) na análise PP e Flexão de Cotovelos em 30 segundos na ITT (pré: 17,05±1,06 rep; pós: 21,88±0,95 rep) e na PP (pré: 16,45±0,92 rep; pós: 21,54±1,22 rep). Já no destreinamento, o teste TUG máximo apresentou resultados piores comparado ao pós 12 semanas, pela análise PP. Portanto, a intervenção com treinamento combinado em meio aquático juntamente com a co-intervenção de Educação em Saúde, em contexto pragmático, mostrou-se ineficaz para melhora do controle glicêmico e eficaz para melhorar a força e resistência muscular de membros inferiores e superiores, além do destreinamento ter piorado o controle glicêmico e a capacidade funcional.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Educação Física Bacharelado.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273006
Date: 2025-11-27


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