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A diabetes é uma doença metabólica crônica caracterizada por um excesso de
glicose no sangue, que de maneira crônica, pode gerar danos e disfunções em
diversos tecidos e órgãos. O treinamento aquático vem sendo cada vez mais
observado como alternativa para a realização de atividade física de maneira
frequente e sistematizada, visto que contribui para a melhora ou manutenção de
aspectos como capacidade aeróbica, força, flexibilidade, funcionalidade e
composição corporal. O treinamento aquático em posição vertical é eficaz na
melhora do controle glicêmico e funcionalidade para indivíduos com diabetes tipo 2
(DM2). Além disso, a Educação em Saúde auxilia no controle e manejo da doença.
Entretanto, é escassa a literatura analisando efeito do treinamento combinado
aquático vertical, em contexto pragmático e com co-intervenção em Educação em
Saúde, com melhora no controle glicêmico e capacidade funcional, e o efeito do
destreinamento, em pacientes com DM2. Logo, o objetivo desse trabalho é verificar
o efeito do treinamento aquático, associado à educação em saúde, no controle
glicêmico e na capacidade funcional de pacientes com DM2. Trata-se de um estudo
de intervenção, com abordagem pragmática. Participaram do estudo aqueles
inseridos no Projeto de Extensão “AQUAatic training for DIAbetes (AQUADIA)” no
Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina do primeiro
semestre do ano de 2025. Foram coletados dados de hemoglobina glicada (HbA1c)
e resultados dos testes de Sentar e Levantar e Flexão de Cotovelos em 30s, Timed
Up-and-Go (TUG) e teste de caminhada em 6 minutos. Realizou-se 12 semanas de
treinamento aquático vertical combinado (aeróbico + resistido), com duas sessões
semanais. O treinamento aeróbico foi prescrito pela Percepção Subjetiva de Esforço,
progredindo de leve à intenso (PSE 11-15), e o treinamento resistido pela máxima
velocidade de execução. Além disso, foi feita uma co-intervenção de educação em
saúde, com rodas de conversas. A análise de dados foi feita para verificar o efeito da
intervenção nos desfechos glicêmicos e funcionais, realizadas Equações de
Estimativas Generalizadas, sendo feitas por Intenção de Tratar (ITT) e por Protocolo
(PP), com um nível de significância de 5%. O controle glicêmico não sofreu alteração
em nenhuma das análises pós intervenção, e piorou na análise PP pós férias (Δ =
0,99). A capacidade funcional melhorou pelos testes de Sentar e Levantar em 30
segundos (pré: 13,54±0,62 rep; pós: 15,00±0,54 rep) na análise PP e Flexão de
Cotovelos em 30 segundos na ITT (pré: 17,05±1,06 rep; pós: 21,88±0,95 rep) e na
PP (pré: 16,45±0,92 rep; pós: 21,54±1,22 rep). Já no destreinamento, o teste TUG
máximo apresentou resultados piores comparado ao pós 12 semanas, pela análise
PP. Portanto, a intervenção com treinamento combinado em meio aquático
juntamente com a co-intervenção de Educação em Saúde, em contexto pragmático,
mostrou-se ineficaz para melhora do controle glicêmico e eficaz para melhorar a
força e resistência muscular de membros inferiores e superiores, além do
destreinamento ter piorado o controle glicêmico e a capacidade funcional. |
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