| Title: | Desenvolvimento e aplicação da Escala de Avaliação da Qualidade de Refeições e Lanches (MESA) e sua associação com status de peso, variáveis sociodemográficas e comportamentais de crianças e adolescentes |
| Author: | Lemke, Stella |
| Abstract: |
As refeições diferem em termos de combinação de alimentos e qualidade nutricional. Os objetivos do estudo foram (1) desenvolver uma escala para avaliar a qualidade de refeições e lanches de escolares, segundo o grau de processamento dos alimentos, com aplicação da teoria de resposta ao item (TRI), e fornecer evidências de validade e precisão da escala; e (2) medir a qualidade das refeições de amostras representativas de escolares de cidades de três regiões brasileiras (Nordeste, Sudeste e Sul) por meio da nova Escala de Avaliação da Qualidade de Refeições e Lanches (MESA) e analisar sua associação com status de peso, variáveis sociodemográficas e comportamentais. Trata-se de estudo psicométrico baseado no modelo de desdobramento graduado generalizado (GGUM) da TRI com análise de dados secundários. A qualidade da refeição foi o traço latente. As etapas para o desenvolvimento da escala incluíram: definição do traço latente; geração de itens; análise de dimensionalidade; estimativa de parâmetros dos itens; definição dos níveis da escala; e avaliação de validade e precisão da escala. A associação entre a qualidade das refeições, o status de peso e variáveis sociodemográficas e comportamentais foi investigada por meio de regressão multinominal. Onze itens apresentaram parâmetros adequados, sem funcionamento diferencial para sexo ou idade. A qualidade das refeições foi categorizada em três níveis: saudável, mista e pouco saudável. Pontuações mais altas indicam maior prevalência de alimentos ultraprocessados nas refeições diárias. Em todos os lanches houve maior frequência de consumo de alimentos ultraprocessados. Escolares das regiões Nordeste, Sudeste e Sul apresentaram maior proporção de qualidade de refeições e lanches saudável (41,8%), misto (44,4%) e pouco saudável (43,4%), respectivamente. Não houve associação com o status de peso. Escolares da região Nordeste, que relataram o consumo alimentar em dias da semana e com menor escore de atividade física e de uso de dispositivos de tela exibiram melhor qualidade de refeições. Escolares de 10 a 12 anos, que relataram consumo alimentar do final de semana, com maior escore de uso de dispositivos de tela e menor frequência de consumo da alimentação escolar exibiram pior qualidade das refeições. Esses resultados reforçam a importância de estratégias que promovam e incentivem hábitos saudáveis desde a infância. As diretrizes e intervenções voltadas para a promoção de uma alimentação saudável devem incluir orientações sobre refeições, visto que as escolhas alimentares variam de refeição para refeição, resultado de combinações de alimentos específicos, que contribuem de diferentes formas para a ingestão de energia e nutrientes ao longo do dia. Abstract: Meals differ in terms of food items and nutritional quality. The aim of this study were to (1) develop a scale to measure the quality of schoolchildren's meals and snacks according to the degree of food processing, applying item response theory (IRT); and provide evidence of the validity and accuracy of the scale; and (2) measure the quality of meals of representative samples of schoolchildren from cities in three Brazilian regions (Northeast, Southeast, and South) using the new Meal and Snack Quality Assessment Scale (MESA) and analyze its association with weight status, sociodemographic and behavioral variables. This is a psychometric study based on the generalized graduated unfolding model (GGUM) of IRT with secondary data analysis. Meal quality was the latent trait. The steps for the development of the scale included: latent trait definition; item generation; dimensionality analysis; estimation of item parameters; scale levels definition; and assessment of validity and reliability. The association between meal quality, weight status, and sociodemographic and behavioral variables was investigated using multinomial regression. Eleven items had adequate parameters, without differential item functioning for sex or age. Meal quality was categorized into three levels: healthy, mixed, and unhealthy. Higher scores indicate a greater prevalence of ultra-processed foods in daily meals. In all snacks, there was a higher frequency of consumption of ultra-processed foods. Schoolchildren from the Northeast, Southeast, and South regions had a higher proportion of healthy (41.8%), mixed (44.4%), and unhealthy (43.4%) meal and snack quality, respectively. There was no association with weight status. Schoolchildren from the Northeast region, who reported food consumption on weekdays, and had lower physical activity and screen device use scores exhibited better meal quality. Schoolchildren aged 10 to 12 years, who reported weekend food consumption, who had higher screen device use scores, and lower frequency of school meal consumption exhibited worse meal quality. These findings highlight the importance of strategies aimed at promoting and encouraging healthy habits from an early age. Guidelines and interventions aimed at promoting healthy eating should include recommendations about meals, considering that food choices vary from meal to meal as a result of specific food combinations, which contribute in different ways to energy and nutrient intake throughout the day. |
| Description: | Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2024. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272062 |
| Date: | 2024 |
| Files | Size | Format | View |
|---|---|---|---|
| PNTR0376-T.pdf | 4.317Mb |
View/ |