Associação da capacidade antioxidante da dieta com os fenótipos cardiometabólicos: estudo transversal de base populacional em adultos

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Associação da capacidade antioxidante da dieta com os fenótipos cardiometabólicos: estudo transversal de base populacional em adultos

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Title: Associação da capacidade antioxidante da dieta com os fenótipos cardiometabólicos: estudo transversal de base populacional em adultos
Author: Andrade, Rúbia Gracielle Freire Vieira de
Abstract: Esse estudo investigou a associação da Capacidade Antioxidante da Dieta (CaD), e a capacidade antioxidante da dieta por grupos de alimentos (CaDg), com os fenótipos cardiometabólicos. Trata-se de um estudo transversal e populacional, realizado em adultos brasileiros (n = 849), com idade entre 20-59 anos. Os fenótipos foram definidos segundo critério de Wildman et al., (2008): PNMS: Peso normal metabolicamente saudável, SPOMS: Sobrepeso/ Obeso metabolicamente saudável; PNMNS: Peso normal metabolicamente não saudável; SPOMNS: Sobrepeso/ Obeso metabolicamente não saudável. O consumo alimentar foi avaliado por um questionário de frequência alimentar quantitativo, validado para a população do estudo. A CaD e CaDg foram calculadas usando a base de dados da Carlsen et al. (2010). As associações entre a CaD e a CaDg, com os fenótipos foram testadas usando modelos de regressão multinomial. Os homens apresentaram uma maior prevalência dos fenótipos não saudáveis, 31,8% (IC 95% 27,6-6,4). A CaD se associou positivamente com o SPOMS no segundo (RP=1,75; IC 95%: 1,01-3,05) e terceiro (RP=1,92; IC 95%: 1,07-3,45) tercis; e com o terceiro tercil do SPOMNS (RP=1,87; IC 95%: 1,02-3,40). Em se tratando de grupos alimentares por grau de processamento observou-se que a CaD dos ULTRAPROCESSADOS apresentou um aumento de 92% (3º tercil) e no grupo alimentos MINIMAMENTE PROCESSADOS, NATURAIS E INGREDIENTES CULINÁRIOS uma diminuição de 57% (2º tercil) e 60% (3º tercil) na prevalência de indivíduos com fenótipo SPOMNS. Contudo a maior CaDg do grupo CEREAIS INTEGRAIS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E RAÍZES foram associados a menor prevalência de sobrepeso/ obesidade, tanto para metabolicamente saudáveis (SPOMS), no 2º (RP=0,57; 95% IC: 0,33-0,98) e 3º tercis (RP=0,52; IC 95%: 0,30-0,91), quanto para SPOMNS, no 2º (RP=0,46; IC 95%: 0,25-0,81) e 3º (RP=0,42; 95% IC: 0,24-0,75) tercis. Além disso, a maior CaDg de alimentos IN NATURA, VEGETAIS E FRUTAS LARANJA E VERDE ESCUROS, FRUTAS CÍTRICAS e VEGETAIS E FRUTAS VERMELHAS, apresentaram associação negativa com indivíduos com fenótipo não saudáveis com peso normal (PNMNS). Nosso estudo reforça que a CaD de todos os alimentos consumidos diariamente pode não estar relacionada aos efeitos benéficos dos antioxidantes naturais. Portanto, avaliar a capacidade antioxidante de grupos alimentares pode reforçar que os antioxidantes de alimentos ultraprocessados não protegem a população de riscos metabólicos e sobrepeso/obesidade. Por outro lado, a CaD de alimentos naturais de origem vegetal tem efeitos positivos na saúde da população.Abstract: This study investigated the association of Dietary Antioxidant Capacity (DAC) and Dietary Antioxidant Capacity for Group Food (DACg) with cardiometabolic phenotypes. This is a cross-sectional, population-based study conducted in Brazilian adults (n = 849) aged 20-59 years. Phenotypes were defined according to the criteria of Wildman et al. (2008): MHNW: Metabolically Healthy Normal Weight; MHOW: Metabolically Healthy Overweight; MUHNW: Metabolically Unhealthy Normal Weight; MUHOW: Metabolically Unhealthy Overweight. Food intake was assessed by a quantitative food frequency questionnaire validated for the study population. DAC and DACg were calculated using the Carlsen et al. (2010) database. The associations between DAC and DACg with phenotypes were tested using multinomial regression models. Men had a higher prevalence of unhealthy phenotypes, 31.8% (95% CI 27.6-6.4). DaC was positively associated with MHOW in the second (PR=1.75; 95% CI: 1.01-3.05) and third (PR=1.92; 95% CI: 1.07-3.45) tertiles; and with the third tertile of MUHOW (PR=1.87; 95% CI: 1.02-3.40). Regarding food groups by degree of processing, it was observed that the DaC of ULTRAPROCESSED FOODS showed an increase of 92% (3rd tertile) and in the MINIMALLY PROCESSED FOODS, NATURAL AND CULINARY INGREDIENTS group a decrease of 57% (2nd tertile) and 60% (3rd tertile) in the prevalence of individuals with the MUHOW phenotype. However, the higher DaCg of the WHOLE GRAINS, LEGUMES, TUBERS AND ROOTS group was associated with a lower prevalence of overweight, both for metabolically healthy individuals (MHOW), in the 2nd (PR=0.57; 95% CI: 0.33-0.98) and 3rd tertiles (PR=0.52; 95% CI: 0.30-0.91), and for MUHOW, in the 2nd (PR=0.46; 95% CI: 0.25-0.81) and 3rd (PR=0.42; 95% CI: 0.24-0.75) tertiles. Furthermore, the higher DaCg of NATURAL foods, ORANGE AND DARK GREEN VEGETABLES AND FRUITS, CITRUS FRUITS and RED VEGETABLES AND FRUITS, showed a negative association with individuals with an unhealthy phenotype with normal weight (MUHNW). Our study reinforces that the DaC of all foods consumed daily may not be related to the beneficial effects of natural antioxidants. Therefore, evaluating the antioxidant capacity of food groups may reinforce that the antioxidants of ultra-processed foods do not protect the population from metabolic risks and overweight/obesity. On the other hand, the DaC of natural foods of plant origin has positive effects on the health of the population.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2025.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272922
Date: 2025


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